a-homem-presoO crime que chocou o Cone Sul ainda está sendo desvendado. Um casal foi preso e já assumiu participação no assassinato do servidor do Tribunal de Contas na cidade, Caio de Melo Xavier. Cada um dos envolvidos conta uma versão diferente.O assassinato começou a ser elucidado quando a polícia abordou um rapaz e o questionou sobre um carro encontrado em sua casa, que era de Caio. O jovem disse que o veículo havia sido deixado no local por uma amiga, Carla Thaís dos Santos Vicente, 20 anos. Segundo o dono da casa, a garota havia dito que ganhara o Corolla de presente do namorado. Ao checar a placa do veículo no sistema, os PMs que atendiam a ocorrência descobriram que estava em nome de Caio, e que a família dele havia relatado o desaparecimento no sábado.

Na casa de Carla, que havia ido a um balneário após deixar o carro escondido, foram encontradas com as chaves do carro e também da casa de Caio. A polícia foi até a residência do servidor do TCE e lá encontrou vestígios de sangue.

Pressionada, Carla acabou confessando que Caio, com quem estaria se relacionando há uma semana, estava morto. Mas negou que tivesse matado, afirmando que o assassino era o cunhado, Ivanildo Paulo de Souza, 19 anos. Ela deu o endereço do sítio dos pais, para onde ele teria ido. A propriedade rural fica no distrito de Nova Conquista.

Já na DPC, o casal apresentou versões diferentes sobre o caso. Carla relatou que, na madrugada de domingo, ligou para o cunhado, para que ele fosse buscá-la na casa da vítima. A garota disse que teria ido ao banheiro e que, ao retornar, Ivanildo havia esfaqueado Caio, após uma discussão entre os dois.

O jovem diz o contrário: confirma ter ido buscar Carla na casa de Caio, mas o encontrou atingido por facadas desferidas pela cunhada. Disse também ter constatado que a vítima já estava morta quando chegou à residência. Ivanildo ainda entregou para a polícia a localização da faca usada no crime, que estava enterrada no local onde o corpo foi encontrado.

A versão dos dois só coincide quanto ao método usado para “desovar” o corpo. Enrolado num lençol, o cadáver foi colocado no porta-malas do Corolla e levado até as proximidades do trevo que dá acesso a Colorado do Oeste. Ali, usando o uísque levado da casa da vítima, a dupla teria ateado fogo no corpo, que foi encontrado carbonizado pela polícia.

Fonte – Rondôniagora

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