Prefeitura de Tremembé cancela processo seletivo com 6 mil inscritos

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A Prefeitura de Tremembé anunciou na noite desta sexta-feira (15) a anulação do processo seletivo para a área da educação que teve 6 mil inscritos. A seleção foi suspensa no início de fevereiro após virar alvo de um inquérito do Ministério Público, que apontava irregularidades na prova e avaliação de resultados.

Devido à intervenção do MP, a gestão chegou a adiar o início das aulas pela suspensão do concurso. Segundo a administração, a data de um novo processo deve ser definida na próxima semana, assim a divulgação do processo de reembolso.

O concurso foi aberto no início de janeiro para a contratação de 140 profissionais para os cargos de professor, inspetor de alunos, merendeiro, auxiliar e intérprete de libras. Os salários variavam de R$ 954 a R$ 3,1 mil com inscrições entre R$ 30 e R$ 50.

À época do anúncio, a prefeitura divulgou que 6 mil pessoas se inscreveram para as provas que chegaram a ser aplicadas. Os resultados foram divulgados, mas a posse dos aprovados barrada depois da abertura do inquérito pelo MP.

Na nota publicada sobre a anulação do processo, a administração informou apenas que o processo foi cancelado por irregularidades. À reportagem a prefeitura informou que a irregularidade apontada no comunicado foi encontrada na documentação da empresa.

Histórico

A investigação do Ministério Público foi aberta depois que candidatos denunciaram falhas no processo como erros na formulação das perguntas, na mudança de respostas sem critérios previamente estabelecidos, além de falta de publicidade adequada.

Por causa dos problemas com o processo, a prefeitura adiou por duas semanas o início das aulas da rede pública e tentou na câmara uma manobra para manter um processo seletivo vencido, usando profissionais aprovados na prova de 2016.

À época, o sindicato dos servidores chegou a questionar a decisão alegando que a cidade precisava de um concurso público para os cargos. Segundo a gestão, a alteração na lei que permitiria o uso do antigo processo era necessária para manter as aulas.

Após a aprovação da alteração, a prefeitura informou que avaliaria o processo seletivo apurado pelo MP e, caso fosse cancelado, realizaria novas provas.

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