A lei municipal que proíbe o uso de canudos de plástico em Mogi das Cruzes, aprovada no ano passado pela Câmara de Vereadores, e sancionada pelo prefeito, entra em vigor no dia 17 deste mês, mas muita gente já leva essa preocupação para o dia a dia. As multas para os estabelecimentos que descumprirem a lei podem passar dos R$ 9,5 mil.

Na parede de uma escola de idiomas em Mogi das Cruzes só sobraram os buracos do suporte para os copos plásticos. Há um ano, para beber água ou tomar café no local não se usa descartável. O pensamento mais sustentável sempre fez parte da rotina da escola, que já utiliza lixeiras recicláveis.

Inspirada nas metas da Organização das Nações Unidas (ONU), no ano passado a rede de idiomas criou uma campanha para mostrar que o canudinho plástico não faz bem para a natureza. Em pouco tempo, não só ele, como todo descartável, foi banido do estabelecimento.

“A gente deixou de jogar no meio ambiente uma caixa daquelas grandes de corpo ao mês. O benefício é não poluir o meio ambiente, e a gente ficou feliz com isso. Os alunos trazem squeezes e até fora daqui eles não usam mais canudos plásticos”, conta o diretor da unidade, Joel Rodrigues Alves.

Um canudinho plástico pode parecer inofensivo. Mas para a natureza ele já se tornou um problema. Qualquer objeto de plástico demora entre 50 e 200 anos para se decompor no meio ambiente. Enquanto um canudinho biodegradável, por exemplo, que pode substituir o canudo comum, se decompõe em até 180 dias.

Se o biodegradável é mais amigo da natureza, a partir do dia 17 de junho, só ele vai ser permitido nos comércios de Mogi das Cruzes. Os comerciantes tiveram seis meses para fazer a troca dos produtos. Quem não cumprir é advertido e ainda pode levar multa.

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