A Secretaria de Saúde de Suzano divulgou nesta semana o balanço da última Campanha de Prevenção ao Câncer Bucal, realizada até 31 de maio nos postos da cidade. Os dados mostram que 16.345 pessoas foram avaliadas durante o período. O número indica um aumento de 28,2%, já que em 2018 a ação contou com um público de 12.740 participantes. 


Na campanha deste ano, foram encontradas 545 alterações em tecido mole de cavidade oral e lábios, sendo dois casos de câncer. As ocorrências somam-se aos outros 13 episódios observados, totalizando 15 neste primeiro semestre. O índice já supera os registros do ano passado que, entre janeiro e dezembro, chegam a 11 ocorrências, sendo um verificado durante a campanha de prevenção. Todos os casos são acompanhados e encaminhados à Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, da Secretaria de Estado da Saúde, para tratamento.

 

De acordo com a coordenadora de Saúde Bucal de Suzano, Marisa Sugaya, 23 mil pessoas foram examinadas de janeiro a junho de 2019 e a campanha cumpriu mais uma vez o alerta à população quanto a prevenção do câncer de boca. Segundo a dentista, com pequenas intervenções cirúrgicas é possível resolver definitivamente o problema, quando detectado no começo. “O diagnóstico precoce aumenta a possibilidade de cura. O câncer de boca, assim como de outros tipos, tem um crescimento desordenado de células e pode ser agressivo, caso não diagnosticado no início”, explicou.

 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde, aponta que o risco da doença aumenta entre fumantes e alcoólatras, além de outros fatores como a exposição ao sol, excesso de gordura corporal e infecção pelo vírus HPV. Portanto, é recomendado deixar de fumar, evitar o consumo crônico de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável e boa higiene bucal, usar preservativo na prática do sexo oral e aplicar protetor solar durante exposição dos lábios ao sol. 


Marisa alerta que qualquer alteração, ferida ou mancha, que não desapareça em 15 dias, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Saúde da Família (USF). “Infelizmente, o diagnóstico das lesões costuma ser tardio, quando surgem linfonodos (gânglios) no pescoço, o que obriga submeter o paciente a cirurgias extensas e, às vezes, bastante mutiladoras. Essa situação pode ser evitada com um exame simples, rápido, que dura menos de um minuto e que pode salvar vidas”, ressaltou.

 

 

Créditos das fotos: Irineu Junior/Secop Suzano e Mauricio Sordilli/Secop Suzano

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