A Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres de Itaquaquecetuba criou o selo especial “Empresa que valoriza a Mulher”. Uma forma para incentivar a contratação das mulheres vítimas de violência doméstica. O objetivo é que as empresas da cidade dêem oportunidade para que estas vítimas possam ser mantenedoras, ou seja, tenham condições de ter o próprio sustento e não precisem depender de terceiros.

A pandemia aumentou o número de agressões domésticas, obrigando as vítimas a passar mais tempo com seus agressores. A denúncia ou solicitação de medida protetiva implica na saída do agressor que mantém a vida financeira da família, o que deixa a família em situação de vulnerabilidade ainda maior. Com o Selo Especial, “Empresa que valoriza a Mulher”, essas vítimas terão renda própria, concedendo-lhes mais autonomia financeira, além de trazer a possibilidade do cumprimento de medidas judiciais sem causar transtornos financeiros para a família. Na prática, essas mulheres terão condições de abandonar o agressor e seguir adiante, sem dependência financeira.

O selo especial, “Empresa que valoriza a Mulher” terá a validade de um ano e comprova que neste ano, a empresa contribuiu para esta causa social. A contratação será intermediada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, parceria também do projeto.

Para a secretária de Políticas para Mulheres, Hadla Issa, as mulheres terão voz, a partir do momento em que deixam a dependência financeira. “Precisamos ajudar a mulher vítima de violência doméstica a ter liberdade financeira. Quando a empresa emprega esta mulher, está oferecendo uma oportunidade de mudança de vida para a mãe e também aos filhos, que na maioria, são menores de idade e também dependentes economicamente”, explica.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itaquaquecetuba, Luciano D’avila, explica que é uma ação de inteira independência econômica. “Não se trata de privilegiar mulheres vítimas de violência, mas de propiciar os meios para que elas possam se livrar de seus algozes”, afirma Luciano D’avila.

Entre os casos de violência doméstica, estão situações de abuso financeiro e econômico, patrimonial, adoção ilegal, aliciamento sexual, bullying, exposição de nudez, negligência, entre outros. As mulheres da cidade podem registrar o boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) que atende de segunda à sexta-feira, das 9 às 18 horas, na rua João Barbosa de Moraes, 448, Vila Zeferina.

O prefeito de Itaquaquecetuba explica o benefício que a parceria entre estas empresas traz para essas vítimas. “Nenhuma mulher sofre violência doméstica porque quer. Muitas vezes ela depende economicamente do agressor, mas com a conscientização social dos nossos empresários, as coisas vão mudar. Sem contar a conquista que tivemos com a vinda da DDM, que já atendeu mais de 111 casos, em pouco mais de um mês de funcionamento”, frisa Eduardo Boigues.

Após a implantação da DDM, no dia 8 de março, os números de atendimentos na Secretaria de Políticas para Mulheres tiveram um aumento de 100%. Os serviços oferecidos são diversos como encaminhamentos psicológico, social, entre outros. Para contribuir com esse projeto, as empresas interessadas devem entrar em contato com a Secretaria de Políticas para Mulheres pelo telefone 4753-5291.

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