Planejamento urbano de Suzano é tema de ‘live’ entre arquitetos de Minas Gerais

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Experiência suzanense pautou encontro on-line na última quarta-feira (02/06)

Os trabalhos desempenhados pela Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação de Suzano foram destaque durante um encontro on-line promovido pela arquiteta mineira Caroline Fonseca, que convidou o chefe da pasta, Elvis Vieira, para um bate-papo sobre a experiência na cidade. A “live” realizada na noite da última quarta-feira (02/06), tendo como público-alvo arquitetos de Minas Gerais, abordou o funcionamento da secretaria e seus principais projetos, que visam um município mais inteligente, criativo, gentil e sustentável.

Na oportunidade, Vieira detalhou a atuação das diretorias da pasta e destacou os desafios da cidade, prezando pelo diálogo e pelo trabalho multidisciplinar. Entre eles, está a ampliação da quilometragem de ciclovias. “Queremos chegar a 140 quilômetros de ciclovia, mas não dá para pensar nisso sozinho. Então estamos sempre atuando em parceria com outras secretarias. Neste caso, precisamos do auxílio do pessoal de Transportes e Mobilidade Urbana. Mas, em outros projetos, também contamos com o Meio Ambiente ou a Educação, sempre levando em consideração as necessidades e o conceito que o projeto carrega”, explicou.

O chefe da pasta também reforçou a necessidade de se pensar o município a longo prazo. “Não podemos pensar apenas no tempo político, de quatro anos, mas considerar um plano futuro. Estamos para iniciar o projeto “Suzano do Futuro”, que estipula a cidade que queremos daqui a 30 anos. Então, precisamos analisar quais mudanças e quais medidas podemos tomar para garantir uma Suzano melhor e com mais qualidade de vida”, afirmou.

O arquiteto ainda comentou o legado deixado por grandes profissionais, como Paulo Mendes da Rocha e Jaime Lerner, sendo este último urbanista o responsável por projetos importantes em Curitiba, como a Ópera de Arame e a Rua 24 horas. Além disso, a capital paranaense é conhecida pelo protagonismo do sistema de transporte público Bus Rapid Transport (BRT), conhecido como ‘Ligeirinho’.

“Lerner mostrou como um arquiteto pode contribuir para as cidades. O Brasil tem mais de cinco mil municípios, com uma diversidade enorme, e que podem ser explorados de maneira sustentável. As cidades precisam ser sustentáveis, de alguma maneira, garantindo a qualidade de vida daqueles que escolheram viver ali. É necessário que nós, arquitetos, possamos contribuir para que isso aconteça”, declarou

O encontro tratou ainda das parcerias público-privadas (PPP), como forma de mitigação de impactos, e do Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), que estabelece diretrizes sobre a utilização do espaço em prol do bem coletivo. “As grandes capitais conseguiram colocar as normativas em prática, mas isso ainda é um desafio para municípios menores. Porém, eu acredito que uma cidade inteligente não é necessariamente tecnológica. Nada adianta uma cidade tecnológica se as pessoas não conseguem interagir entre elas”, disse ao introduzir as alternativas simples adotadas em Suzano, como a disponibilidade de aplicativo para estacionamento rotativo e do sistema on-line de aprovação de projetos.

“Também queremos trabalhar a inteligência territorial, a partir do conceito de bairros completos, dentro da lógica francesa da ‘cidade dos 15 minutos’. A ideia é fomentar estruturas públicas e serviços para que as pessoas possam ter acesso à saúde, educação, lazer e comércio bem próximo. É uma maneira inteligente porque reduz trajetos e quem ganha com isso são as pessoas, que ganham tempo. E, se tempo é dinheiro, podemos reverter isso em qualidade de vida, em mais tempo para se passar com a família”, pontuou lembrando ainda os impactos da pandemia. “As pessoas que iam passear no shopping, hoje, consideram as praças um ambiente mais seguro para ocupação. Retomamos esse protagonismo do espaço público e democrático”.

Para a anfitriã do encontro, a oportunidade foi de muito aprendizado. “Agradeço imensamente o convite aceito. Ao longo da semana postei enquetes sobre o assunto porque quando a gente se depara com a profissão de arquiteto e urbanista, a parte do ‘urbanista’ é pouco comentada, mas hoje vimos como é relevante e o quanto impacta a vida das pessoas. Fiquei muito feliz e espero em breve retomar outros assuntos com esse grande profissional”, comentou Caroline, que reside na cidade mineira de Perdões (MG).

Crédito da foto: Divulgação/Secop Suzano

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