Patrulha Maria da Penha recebe representante curitibana em Suzano

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Inez Basso auxiliou na formação do programa municipal em 2014

A Patrulha Maria da Penha de Suzano recebeu nesta semana a visita da guarda municipal Inez Basso que, em 2014, auxiliou na formação e implantação do programa municipal trazendo a experiência da cidade de Curitiba (PR) no enfrentamento à violência doméstica. Aposentada, a profissional veio ao município para conferir de perto a evolução do projeto suzanense, que hoje é referência nacional e coleciona conquistas ao longo dos quase sete anos de existência.

De acordo com a comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano, Rosemary Caxito, a visita da curitibana ocorreu mediante um convite que partiu da própria corporação. “Soubemos que ela estaria em São Paulo, então a convidamos para rever Suzano. Ao longo dos anos mantivemos contato próximo e essa foi a oportunidade para que ela pudesse ver como o trabalho da patrulha se mantém por aqui, cada dia mais forte no enfrentamento à violência”, detalhou.

Para a comandante, que coordenou a Patrulha Maria da Penha por seis anos até chegar ao comando da GCM de Suzano, em 2020, a presença de Inez é uma honra para a equipe. “O programa de Curitiba é tido como pioneiro no País, sendo implantado em março de 2014. No mesmo ano, no mês de outubro, iniciamos o trabalho em Suzano e o grupo curitibano nos ensinou e incentivou muito, apresentando todo o modelo de operação que viemos aprimorando. Então, somos muito gratos por essa parceria que hoje nos garante oportunidade de compartilhar o conhecimento Brasil afora”, disse.

Atualmente, a Patrulha Maria da Penha de Suzano é referência para inúmeros municípios do Estado de São Paulo, que periodicamente buscam por orientações junto ao programa suzanense que é sinônimo de excelência no País. Em 2018, a iniciativa foi nacionalmente reconhecida pelos trabalhos de proteção a vítimas de violência doméstica e combate à reincidência dos agressores, com a conquista do Selo de Práticas Inovadoras do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP).

A Patrulha realiza o monitoramento de cerca de 125 mulheres que têm medida protetiva, com as quais a corporação mantém contato periódico e está sempre à disposição para qualquer eventualidade. Todas as vítimas assistidas ainda contam com o aplicativo “Está acontecendo”. Por meio deste recurso, elas podem acionar uma viatura a qualquer momento e de qualquer lugar sempre que forem alvo de algum tipo de violência.

No aplicativo, existem as funções de denúncia para situações de ameaça, assédio e pedido de ajuda em geral. Também é possível enviar a localização em tempo real para que a Patrulha Maria da Penha vá imediatamente ao local para atender à emergência. A medida garante o atendimento ágil e eficaz das guardas para preservar a segurança das cidadãs e evitar a violência.

Além da Patrulha Maria da Penha da GCM, que acolhe denúncias pelo número 4745-2150, Suzano conta com uma rede de atendimento especializada a mulheres que sofrem com estas condições, que inclui a Delegacia da Mulher (4748-8040), a Sala Rosa da Comissão da Mulher Advogada (4748-7473), o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (4742-7100), a Rede de Atenção à Pessoa em Situação de Violência Doméstica e/ou Sexual (4745-2092), a Casa de Acolhimento, o Disque Denúncia (180), a Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher (4759-2284) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Crédito da foto: Divulgação/Secop Suzano

 

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