Diabetes tem alta de casos na região, segundo especialista da UMC

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O professor da UMC, endocrinologista e endocrinopediatra, Marco Aurélio Marins Aguiar, ressalta que a pandemia contribuiu com esse aumento de casos

O diabetes é uma das doenças que mais cresceu nos últimos anos. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), houve um aumento de quase 16% nos casos em 2021. Uma alta espantosa, superando os estudos e projeções, colocando a doença como fora de controle.  Para conscientizar a população sobre o assunto dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes.

Especialistas também já sentem essa alta aqui na região. O professor da UMC, endocrinologista e endocrinopediatra, Marco Aurélio Marins Aguiar, afirma que a situação é preocupante. “A incidência do diabetes tem aumentado muito nos últimos anos, inclusive ultrapassando as expectativas de muitos especialistas. Aqui na nossa região não tem sido diferente. Estamos com alta nos casos dois tipos: a que é adquirida por fatores hereditários (tipo 1) e comum entre crianças e adolescentes, e a que advém especialmente da alimentação (tipo 2). Esta última foi agravada com a pandemia.  Com o isolamento, a população deixou de lado hábitos saudáveis, como cuidar da alimentação e fazer atividade física. Além disso, foi submetida a altos níveis de estresse”, reforça.

Ainda de acordo com o médico, como essa é uma doença silenciosa e, por isso, perigosa, os exames preventivos são importantes para um diagnóstico precoce. “O diabetes pode obstruir as artérias e isso pode causar um AVC ou um infarto. Por isso, reforço o quanto é importante ter uma vida saudável e ter acompanhamento médico”, ressalta.

O que é o diabetes?

Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou ação deficiente da insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio do nosso corpo que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar). De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional.

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