Anemia falciforme é tema de palestra no mês da Consciência Negra, em Itaquá

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Nesta sexta-feira (19), a Secretaria de Cultura de Itaquaquecetuba recebeu a enfermeira especialista em cuidados intensivos de urgência e emergência Raquel Rodrigues para falar sobre a anemia falciforme com o objetivo de trazer à tona informações sobre um problema de saúde de prevalência na população negra. A palestra faz parte da programação neste mês da Consciência Negra.

A enfermeira contou como a doença, que é hereditária e caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, atinge a população negra e quais os cuidados necessários. “A informação pode salvar. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se com facilidade, causando a anemia”, explicou. 

Dores nos ossos e nas articulações, infecções e atraso no desenvolvimento também são alguns dos efeitos. “As células morrem e podem obstruir o fluxo sanguíneo, causam crises dolorosas, infecções, fadiga, entre outros problemas. O uso de medicamentos, transfusões de sangue e, em casos mais graves, o transplante de medula óssea são os tratamentos existentes”, acrescentou.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), cerca de 8% da população negra no Brasil já foi diagnosticada com a anemia falciforme. “Pensamos em uma programação especial para essa data de reflexão, informação, valorização da cultura e combate ao racismo. Também é uma forma de prestar solidariedade a quem sofre com a doença”, finalizou a secretária de Cultura, Maria Ana Rosa, a Nena.

Foto: Verônica Ribeiro

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