Pesquisa descobre substância em planta que pode tratar esquistossomose Resultados do estudo foram publicados no renomado periódico britânico Phytotherapy Research

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A pesquisadora Ana Carolina Mengarda, aluna de doutorado do Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas (NPDN) da Universidade Guarulhos (UNG), foi premiada em congresso de Medicina Laboratorial por identificar uma substância presente na planta Nectandra oppositifolia, com potencial para tratamento da esquistossomose, doença parasitária que afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. A pesquisa foi desenvolvida sob coordenação do professor Dr. Josué de Moraes, um dos cientistas mais influentes do mundo no âmbito das Doenças Infecciosas e Parasitárias.
O professor Dr. Josué explica sobre a pesquisa premiada e a contribuição da UNG para o avanço científico e tecnológico. “O Brasil possui a maior biodiversidade do mundo e, frente a essa riqueza vegetal, é indispensável o esforço para descoberta de novas moléculas que possam contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos. Dentre esses, destaca-se a grande urgência de pesquisas voltadas aos casos de doenças parasitárias, responsáveis por mais de 10% das doenças mundiais e com limitado acesso aos medicamentos. Consideradas doenças negligenciadas, as doenças parasitárias afetam mais de um bilhão de pessoas no mundo, particularmente populações que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade. Nesse sentido, uma das linhas de pesquisa do NPDN-UNG tem como objetivo encontrar substâncias bioativas a partir de produtos naturais oriundos da flora brasileira”, destaca.
Fruto de um trabalho interdisciplinar que compreende isolamento, caracterização e ensaios biológicos, a pesquisa laureada mostrou que a planta N. oppositifolia, popularmente conhecida como canela-ferrugem ou canela amarela, possui uma substância (licarina A) que é capaz de matar o verme causador da esquistossomose. Positivamente, esse produto natural é encontrado em grandes quantidades na planta e não é tóxico para o hospedeiro. Em face a relevância deste estudo, os resultados foram recentemente publicados no renomado periódico britânico Phytotherapy Research.
A pesquisa também contou com a participação de outros estudantes da UNG, Maria Eduarda Cirino (graduanda em Biomedicina) e Marcos Paulo Silva (doutorando no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem), além da colaboração do prof. Dr. João Henrique Lago (Universidade Federal do ABC).

O NPDN da UNG vem se destacando no cenário científico mundial. O Núcleo dispõe de uma ampla e moderna infraestrutura e tem trabalhado em parceria com renomados pesquisadores nacionais e internacionais.

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