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    Clique e leia a Edição 190/21 do Jornal Folha 12 - 10 de Dezembro de 2021

Twitter removeu as 11 últimas publicações do pastor bolsonarista Silas Malafaia na noite desta segunda-feira 10. As postagens tinham teor negacionista, traziam dados falsos sobre a vacinação e chamava a imunização infantil de ‘infanticídio’.

Na mensagem, o pastor, que é tratado pelo próprio clã presidencial de principal conselheiro de Jair Bolsonaro (PL), dizia que os números provariam que não há necessidade de vacinar crianças. A informação do pastor já foi amplamente desmentida por especialistas. Mais recentemente, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em nota, reforçou que mais de 300 crianças já morreram por Covid-19 no Brasil e que o número de infectados aumenta diariamente.

A exclusão dos tweets foi feita após pressão de internautas nas redes sociais, que levaram o tema até a lista de assuntos mais comentados na plataforma com a #DerrubaMalafaia. Pelas regras do Twitter, a conta deveria ter sido removida após cinco violações, o que não ocorreu. Internautas que consideraram a punição branda seguem usando a hashtag para cobrar que a política mais rigorosa da rede seja cumprida.

Malafaia adotou o discurso contra a vacinação infantil desde que ela foi aprovada pela Anvisa no último dia 16 de dezembro. O religioso bolsonarista tem liderado a cruzada contra a imunização de crianças, ecoando o discurso presidencial, em praticamente todas as publicações em seu perfil.

No dia 5 de janeiro o próprio Ministério da Saúde anunciou que crianças entre 5 e 11 anos de idade serão incluídas no plano de imunização. O fato não foi suficiente para encerrar o discurso do pastor e do próprio presidente contra a vacinação.

Malafaia não se pronunciou após a remoção dos tweets, nem fez novas postagens até a publicação desta matéria.

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