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    Clique e leia a Edição 190/21 do Jornal Folha 12 - 10 de Dezembro de 2021

A adolescente, Vanessa Martins Figueiredo, residia em Orleans e estava passando as férias na casa da mãe em Araranguá quando teria sofrido um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) após tomar a vacina Pfizer contra covid.

Vanessa foi internada no Hospital Regional de Araranguá e logo após transferida pelo Serviço Aero policial (Saer) para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis.

Ressaltamos que não há confirmação de que o óbito tenha relação com a vacina.

Nas redes sociais a mãe da adolescente publicou mensagens dizendo que a menina teria vindo a óbito em decorrência da vacina.

Em matéria publicada pelo site saúde.abril, Guilherme Furtado, líder de infectologia do Hospital do Coração, em São Paulo, reforça que não há evidências de correlação entre AVC e imunizantes.

“A incidência de casos sempre foi alta, há cerca de 21 mil por ano só na cidade de São Paulo, a maioria relacionada a doenças coronarianas e arritmias. A frequência é tão grande que a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas tem um dia dedicado a estudos e campanhas de prevenção”, reforça Rodolfo Augusto Bacelar de Athayde, pneumologista do Complexo Hospitalar Dr. Clementino Fraga, em João Pessoa. “E esses números se mantiveram no mesmo patamar nos últimos anos, mesmo em meio a bilhões de doses de vacinas já aplicadas.

Outro ponto importante a se analisar é que em meio a milhões de vacinados e natural que aconteçam mortes pelas mais variadas causas, incluindo AVCIs, como foi o caso da adolescente.

O médico completa dizendo que as vacinas passam por uma série de rigorosos testes e “depois da aprovação, quando esse produto chega à população, se observam outros aspectos e eventos mais raros, que só aparecem depois de milhões de pessoas receberem a substância. Hoje, no Hospital do Coração, as pessoas vacinadas que contraíram Covid não evoluíram para casos graves, o que reforça a efetividade e importância da vacina”, relata o infectologista.

Especialistas em AVC do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia da University College London (UCL) em carta publicada no Journal of Neurology Neurosurgery & Psychiatry, descreveram a relação entre a vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 e a formação de coágulos arteriais em três adultos imunizados.

Pela primeira vez uma vacina contra Covid-19 é associada a derrames isquêmicos, coágulos em artérias responsáveis pela irrigação cerebral. anteriormente as informações eram, especificamente, relacionadas a trombose venosa cerebral, forma rara de AVC causada pelo bloqueio de veias.

No documento os autores relatam o caso de três jovens adultos que sofreram AVC isquêmico dias após a vacina. Sendo eles uma mulher de 37 anos, um homem de 43 e outra de 35 anos, sendo que a mulher de 35 veio a óbito dias depois de se vacinar.

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