A Rede Sustentabilidade aprovou por unanimidade, neste sábado 12, a proposta de federação com o PSOL. Foram 73 votos favoráveis e nenhuma abstenção, incluindo votos favoráveis da ex-ministra Marina Silva e da ex-senadora Heloisa Helena.

Falta ainda o PSOL aprovar a proposta. A cúpula do partido deve se reunir na terça-feira 15 para dar a palavra final. Se a legenda der sinal positivo, a federação já pode ser oficializada, mediante estatuto e programa, cujos textos já estariam prontos. “Esperamos concluí-lo nas próximas semanas”, afirma Juliano Medeiros, presidente do partido.

Segundo o presidente da Rede, Wesley Diógenes, se formada, a federação deve apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas ainda há, contudo, um debate interno sobre qual será a posição da Rede.

“A Federação deve apoiar a candidatura do ex-presidente Lula no 1° turno. Mas isso não impede que a Rede possa ter uma decisão de liberar a sua militância no momento certo”, declarou Diógenes, em entrevista a CartaCapital. De acordo com Diógenes, a Rede deve avaliar a possibilidade de que candidaturas do partido possam apoiar outro presidenciável que não seja o apoiado pela federação.

“A federação é importante. Mas, não se trata de fusão, pois cada um dos partidos existirá de forma independente e manterá suas estruturas”, completa Pedro Ivo Batista, membro da direção nacional do partido.

Enquanto o senador Randolfe Rodrigues ocupará a coordenação da campanha de Lula, do PT, Heloísa Helena já declarou apoio a Ciro Gomes, do PDT, conforme relatou em entrevista ao programa Direto da Redação, no canal de CartaCapital no YouTube. Já a ex-ministra Marina Silva, cortejada pelos dois pré-candidatos, ainda não se posicionou oficialmente.

Helena, que deve se lançar a deputada federal pela Rede, defende que formação da federação não condicione o apoio a uma determinada candidatura.”Votamos favorável à Federação, mas aprovamos o direito à divergência pública no apoio presidencial. Portanto, a Rede será liberada para apoiar outras candidaturas presidenciais.”

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