A mãe e a avó de uma menina autista, de dois anos e dez meses, afirmaram que ela quebrou a clavícula no Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Juliana Maria Ciarrochi Perez, em São Carlos, no interior de São Paulo. Por isso, elas decidiram retirá-la da creche na quarta-feira (30). As informações são do G1.

A avó materna, Roseli de Fátima Pereira da Silva, informou ao portal que ia buscar a menina na creche todos os dias. Porém, no dia em que ocorreu o acidente, ela teve uma recepção diferente.

Uma funcionária pediu para que ela entrasse e fosse conversar com a diretora. Quando estava a caminho da direção, viu a sua neta no pátio, deitada em um colchão e chorando muito.

“Quando eu cheguei lá, o choro dela era um choro de quem pedia socorro. Quando ela me viu, veio desesperada para o meu colo. Ninguém tentou acalmá-la.”

“Ela foi se acalmando (no meu colo). Como não sabia que a clavícula estava quebrada, fui tentar deitá-la de lado. Nesse momento, ela tentou me morder como que para avisar que estava doendo. Ela chorava demais, nunca vi a minha neta chorar daquele jeito”, completou.

A diretora ainda disse para a avó que a menina estava muito agitada e havia batido a cabeça no chão de propósito. Também ressaltou que ela tentou morder um monitor e uma professora.

Em seguida, a menina foi levada para um hospital da região, onde recebeu atendimento médico.

Reunião

Na quinta-feira (31), a mãe da menina, Aline Laís da Silva, a avó e um advogado tiveram uma reunião com a diretora da creche.

No encontro, a diretora apresentou versões contraditórias do que havia ocorrido. Ela afirmou que a criança ficou nervosa quando a professora de ensino especial foi trocar a sua fralda. A criança foi contida pelo monitor e, em um momento de descuido, bateu a cabeça no chão.

Então, a família resolveu tirá-la da creche.

Terapia

A avó afirmou que a menina fazia terapia online no início da pandemia de Covid-19.

“Ela teve um desenvolvimento muito grande (com a terapia online) e a creche tinha como objetivo a socialização.”

No entanto, Roseli afirmou que a neta tinha dificuldade de se alimentar longe da mãe e, por isso, “era excluída. As crianças iam para o refeitório e ela ficava sozinha”.

Agora, a menina passa por atendimento com um terapeuta e um fonoaudiólogo. “Depois que ela souber falar, souber contar, a gente coloca ela em uma escola. Por enquanto, vai ficar sob nossos cuidados”, disse Roseli.

Depois do acidente, a mãe da menina registrou um boletim de ocorrência e fez exame de corpo de delito. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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