Ministério Público Federal aponta que o ex-deputado não terá vida fácil após atentado contra PF

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria de Araújo, disse nesta quinta-feira, 27, ser contrária à liberação de visitas de amigos, familiares e religiosos ao ex-deputado federal Roberto Jefferson, detido desde o último domingo, 23. Na data, após receber voz de prisão de agentes da Polícia Federal em sua casa, em Levy Gasparian, interior do Rio, ele atirou contra os policiais com um fuzil e jogou pelo menos duas granadas. Duas pessoas ficaram feridas.

No dia seguinte, a defesa de Jefferson entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal para que ele pudesse receber visitas no presídio de Bangu. Para Lindôra, as recentes atitudes do ex-parlamentar justificam a proibição, cuja decisão ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes. “A proibição de recebimento de visitas de amigos e familiares é necessária, adequada e proporcional, no desiderato de cessar a reiteração delitiva do réu que tem demonstrado grave conduta atentatória ao cumprimento de ordens judiciais, inclusive com o auxílio de terceiros, culminando, de modo arbitrário e violento, no recente episódio do uso de arma de fogo contra policiais federais.”

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