Presidente do TSE condenou coligação de Bolsonaro a pagar multa de R$ 22,9 milhões por pedido de anulação das eleições

Um dia após o ministro Alexandre Moraes indeferir o pedido para anular o segundo turno das eleições deste ano, o Partido Liberal (PL) afirmou que “apenas seguiu o que prevê a Lei Eleitoral” ao pedir a invalidação dos votos de mais de 250 mil urnas para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a legenda diz já ter acionado a assessoria jurídica que vai analisar a decisão do TSE.

Em sua decisão, o presidente do TSE condenou os partidos da coligação de Jair Bolsonaro a pagarem multa de R$ 22,9 milhões.

Segundo o ministro, “somente ignorância – o que não parece ser o caso – ou evidente má-fé” poderiam justificar o pedido do partido. Além do PL, a coligação é composta por Progressistas e Republicanos.

O partido apresentou, na terça-feira (22), um relatório apontando supostas “inconsistências” em seis modelos de urnas usados no pleito.

A sigla defendeu que parte dos votos fosse anulada. No mesmo dia, Moraes solicitou mais dados sobre o primeiro turno das eleições, já que as urnas usadas nas duas etapas do pleito foram as mesmas.

O PL não apresentou os dados. “Ora, as mesmas urnas eletrônicas, de todos os modelos em uso, foram empregadas por igual tanto no Primeiro Turno como no Segundo Turno das Eleições 2022, sendo impossível dissociar ambos dos períodos de um mesmo pleito eleitoral”, disse Moraes.

O presidente do TSE também citou explicações técnicas da área técnica do Tribal, que refutam o relatório do PL.

“As explicações técnicas do STI-TSE (secretário de tecnologia de informação do TSE), inclusive acompanhadas de fotos, não deixam qualquer dúvida de que “uma urna eletrônica pode ser identificada fisicamente e logicamente”, afirma Moraes.

Deixe uma resposta