O “Novembro Negro”, evento organizado pelo Coletivo Aya Cultural tem como integrantes, mulheres negras, artistas e periféricas. E, no último final de semana, elas estavam juntas apresentando para o público o protagonismo negro junto às diferentes manifestações culturais.

As atividades, que estão acontecendo no jardim da antiga saboaria do Complexo Hospitalar do Juquery, tiveram no último sábado (19), apresentações musicais do Coletivo Tudo Preto, brinquedos infláveis, feira de artesanato e gastronomia.

“Consideramos a idealização de um evento como este um ato de resistência. Hoje, somos os que mais sofremos repressões e conseguirmos estar à frente de um evento como esse, é muito importante”, disse Ana Moraes, representando a Aya Cultural.

Robson Crispim é baterista da Banda Audiozumb e responsável pelo Coletivo “Tudo Preto”. Negro, artista, religioso e ativista, ele compartilhou a importância de se apresentar com sua banda e de organizar algo tão significativo: “Acho extremamente importante que as pessoas envolvidas com a arte e que estão na correria há tanto tempo, como nós, da Audiozumb que completamos 12 anos este mês, compartilhem o seu trabalho. Os menos favorecidos precisam de um espaço para se manifestar, além da quebrada”, comentou o artista.

No domingo (20), Dia da Consciência Negra, o Juquery recebeu uma oficina de dança que incluiu samba fitness com Agatha Silva; roda de capoeira da Associação Cultural do Véio e Parceiros; maculelê com o Grupo Yorubá Capoeira; roda de conversa sobre empreendedorismo com Leiri Mendes e Andréia Ruiz; apresentação de rap e reggae com Vanice Deise e Odisseia das Flores; Samba da Laje; discotecagem com DJ Parma; venda de livros, com Erineide Oliveira e uma feira de artesanato com mais 20 participantes.

Participaram da feira os artistas Beatriz Claudino (artes com garrafas pet e papéis recicláveis); Cristiane, conhecida como Cris’Arts (acessórios personalizados); Mestre Véio (instrumentos afro brasileiros e bijuterias); Daniela Cristina (culinária e confeitaria artesanal); Daniela Castro (pulseiras, brincos, colares e miçangas); Chai Chick (crochê); PLP Juquery (brechó), Dazinha (crochê) e Saturno Anéis de Dreads (acessórios).

Beatriz Claudino, que produz artes com garrafas pet e papéis recicláveis, é franco-rochense e iniciou seu trabalho como trançadeira em 1994 e desde 1998 confecciona artesanatos. Hoje, produz réplicas de móveis de casas populares, artigos/bijuterias, brinquedos, enfeites, obras, e confecções artísticas/artesanais.

A programação do Novembro Negro continua até o fim do mês. Clique aqui para conferir os próximos eventos.

Texto: Khananda Beatriz – Foto: Orlando Junior

1 COMENTÁRIO

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