A Prefeitura de São Paulo decidiu retomar a obrigatoriedade do uso de máscara no transporte público. A regra é válida para usuários de ônibus, trem e metrô e começa a valer a partir de sábado (26).

O governo de São Paulo recomenda que a medida seja adotada por todos os municípios do Estado e reitera que é fundamental que a população esteja com o ciclo vacinal completo para assegurar maior proteção contra o coronavírus e reforçam que a única forma de amenizar os efeitos do vírus é garantir a imunização com as doses que estão disponíveis em todos os postos de saúde do Estado.

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A medida, tomada cerca de dois meses depois de a obrigatoriedade para uso de máscaras no transporte coletivo ter sido suspensa, ocorre depois de o Estado ter registrado aumento expressivo na transmissão do vírus, que se reflete principalmente nos indicadores de internações em leitos de enfermaria e UTI, que nos últimos 14 dias mostram crescimento de 156% e 97,5%, respectivamente, chegando a uma média diária de mais de 400 novas internações.

“A velocidade de aumento de internações (5% ao dia para pacientes em UTI e 7% por dia para pacientes em enfermarias) e taxas de ocupação de leitos de UTI (44% no Estado de São Paulo e 59% na Região Metropolitana de São Paulo) é acentuada e começa a pressionar os sistemas de saúde público e privado”, afirmou em nota o Conselho Gestor da Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, responsável pela recomendação.

Na terça-feira (22), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou que o uso de máscaras será obrigatório em aeroportos e voos no país a partir de sexta-feira (25). A obrigação se aplica para todos os aeroportos brasileiros e também voos nacionais. No caso das viagens internacionais, a regra vale no apenas momento do embarque no Brasil e no desembarque de voo internacional em território brasileiro.

Boletim divulgado ontem pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostra que Estados de todas as regiões brasileiras registraram aumento de casos de covid-19 no início de novembro, frente ao mês anterior. Atualmente, a doença representa mais de 61% de todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no país.

De acordo com o documento, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo registraram crescimento nos casos da doença.

Na maioria dos Estados, o aumento ocorreu na população adulta e nas faixas etárias de pessoas com mais de 60 anos.

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