Fevereiro Roxo busca conscientizar sobre lúpus, alzheimer e fibromialgia

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A campanha Fevereiro Roxo busca sensibilizar sobre a importância dos exames preventivos e diagnósticos de três doenças incuráveis: lúpus, alzheimer e fibromialgia. No entanto, a conscientização e o tratamento adequado oferecem aos portadores a oportunidade de buscar uma melhor qualidade de vida. Iniciada em 2014, em Minas Gerais, com o lema “Se não houver cura, que ao menos haja conforto”, a campanha expandiu-se por todo o Brasil.

“Eu acho que todo marketing que pode ser feito em cima de doenças tão relevantes para nossa sociedade e que muitas vezes são pouco conhecidas é muito importante. Assim como qualquer doença, tudo aquilo que não está indo bem com você são dados de alerta para prestar atenção no seu corpo”, afirma o reumatologista dr. Jaime Goldzveig.

O Lúpus é uma doença inflamatória e autoimune que afeta múltiplos órgãos e tecidos, apresentando sintomas como febre, fadiga, rigidez muscular, inchaço, dores em articulações e lesões na pele agravadas pela exposição solar. Sobre a forma de tratamento, Goldzveig explica que a doença “tem que ter uma ação fundamentalmente do reumatologista, não basta somente terapias periféricas como as atividades físicas, que lógico que é importante, mas no lúpus é necessário entrar com a estratégia de terapia medicamentosa de ação mais rápida, como corticoides”.

Outra doença que integra a campanha, a fibromialgia afeta principalmente mulheres de 30 a 60 anos, causando dor generalizada, fadiga, dificuldades cognitivas, insônia e até depressão. Conviver com o diagnóstico é desafiador, mas possível com o suporte adequado. Conforme dados da SBR (Sociedade Brasileira de Reumatologia), a condição acomete 3% da população brasileira.

“A fibromialgia também é dor, né? O que faz o paciente chegar no reumatologista é dor, uma dor crônica. O paciente não tem uma queda do estado geral, via de regra na fase inicial. A fibromialgia é um quadro que você faz o diagnóstico de acordo com os meses. Pela forma que se instala, você tem que observar a evolução. Muitas vezes na fase inicial os sintomas são muito confusos e difusos, então somos obrigados a fazer um diagnóstico diferencial das que tem sintomas similares em sua fase inicial. A fibromialgia até hoje não tem um diagnóstico laboratorial e nem de imagem”, comenta o médico.

Já o alzheimer é uma doença degenerativa com sintomas como falta de coerência na fala e perda de memória. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta aproximadamente 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo, número que o órgão estima que deve dobrar até 2030. No país, a Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) revela que 1,2 milhão de brasileiros sofrem com a doença.


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Com informações da Câmara de São Paulo

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