Sabe aquele volume enorme de chuva que, nas áreas urbanas escoa pelas galerias de águas pluviais? Alunos da Unidade Educacional Vera Lúcia Machado Massis (Náutica 3) tiveram a ideia de promover uma ação simples e sustentável, que vai contribuir para economia no consumo de água e recuperar a horta da escola. 

 

Sob orientação da professora de ciências Márcia Franco, os estudantes de 6º a 9º ano estão envolvidos em um projeto para reuso de água da chuva, a ser utilizada na limpeza da UE e na irrigação da pequena plantação de verduras. Sedentos em colocar a proposta em prática até o final deste ano, os estudantes tiraram as medidas da área, partiram para os cálculos e desenharam as plantas, apoiando-se sempre no embasamento técnico. 

 

Aluna do 9º ano, Eduarda Barreto de Carvalho (14 anos) conta que a preocupação em preservar o meio ambiente foi a motivação para participar do projeto. “Não consumimos a água com os cuidados necessários. Desperdiçamos muito, e isso vai fazer falta no futuro”, conta ‘Duda”, que fez a planta em conjunto com a colega Sara. 

 

A captação da água deve ser feita por meio de calhas em um dos telhados, passando por todo o processo de filtragem até chegar às ‘bombonas’. “Esse reservatório ficará ao lado da horta, que também precisa ter o solo recuperado, pois recebe muitas partículas de cimento da fábrica ao lado do  prédio. “Além disso, a escola fica bem na margem da Rodovia dos Imigrantes, com um grande volume de dióxido e de monóxido de carbono proveniente dos carros”, detalha a Professora Márcia Franco. 

 

O nascimento da iniciativa se deu após visita da unidade à Estação de Tratamento de Água da Sabesp, em Cubatão. A atitude ganhou o apoio da estatal, que sinalizou disponibilizar um técnico para as devidas orientações. Os alunos também foram à aldeia Piaçaguera, em Peruíbe, onde os indígenas falaram sobre a importância da água, que para eles remete à questão espiritual. “Uma das moradoras reside numa casa totalmente sustentável, inclusive com um pesqueiro que ajuda a alimentar toda a aldeia. Aprendi técnicas que ela usa na horta e que serão muito úteis para nós”, completou Márcia, que vê na iniciativa a possibilidade de busca pelo conhecimento. Além disso, o empenho vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com destaque para o nº 6, que prevê ampliar até 2030 programas relacionados à água e saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso.

 

“Não acredito em um projeto pronto. As ideias vão surgindo e é preciso direcionar tudo de acordo com a resposta dos alunos, que estão totalmente envolvidos, pesquisando, discutindo, procurando caminhos e apresentando alternativas para transformar o plano em realidade”, enumerou a professora, destacando que o projeto é uma experiência que se molda e que o retorno surge conforme o que se planta. “A sementinha germina, sim. Basta dar oportunidades”. 
 

 

Por – Renato Pirauá

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Com informações da Prefeitura de São Vicente

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