19 de maio de 2024 – 13:00
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Apresentação ocorrerá no Cineteatro São Luís, dia 2 de junho, 10h

A Banda Sinfônica da UECE apresenta uma edição inédita dos Concertos Sinfônicos com a obra “Scheherazade” de Rimsky-Korsakov, no próximo dia 2 de junho no Cineteatro São Luís, às 10:00 da manhã. A suíte “Scheherazade” é baseada nos contos das 1001 noites.

O concerto dirigido pelo maestro e professor da Uece Marcio Landi terá a participação dos narradores Samya de Lavor e Démick Lopes que recitarão excertos traduzidos do árabe dos contos “As mil e uma noites”, de modo a recriar no espírito da plateia a atmosfera inspiradora e indissociável entre as maravilhas da narrativa oriental e a fantasiosa poética musical do compositor Rimsky-Korsakov.

Também será apresentada, neste concerto, a obra Bachianas Brasileiras No. 1 de Heitor Villa-Lobos.

A Sinfônica BS-Uece

A Banda Sinfônica BS-Uece começou suas atividades no ano de 2006, tendo sido sua fundadora a professora Inez Martins que conduziu o conjunto desde sua criação até o ano de 2012. A proposta de formação da BS-Uece foi motivada pela forte presença das tradicionais bandas de música na cultura cearense, como um dos mais abrangentes organismos de preservação, divulgação e formação musical na sociedade. Desde 2014, tem à frente da direção artística e regência o professor Marcio Spartaco Nigri Landi.

A proposta da BS-Uece é única no estado, mantendo-se, sobretudo, ao repertório sinfônico com a elaboração de transcrições únicas e exclusivas de obras universais do repertório sinfônico, especialmente elaboradas pelo Laboratório Banda Sinfônica LBS-Uece, ao mesmo tempo em que estimula a composição de obras originais para esta formação sinfônica. Atualmente, a Banda Sinfônica BS-Uece conta com 62 músicos, todos bolsistas amparados pela Pró-Reitoria de Extensão com o apoio do Centro de Humanidade da Universidade Estadual do Ceará.

O Repertório

Nikolai Rimsky-Korsakov

Em 1888, o compositor russo Nikolai Rimsky-Korsakov decidiu escrever uma peça sinfônica baseada nas histórias das Mil e Uma Noites. Nascia assim uma de suas obras mais famosas, a Suíte Sinfônica Scheherazade Op.35. O compositor teria preparado o seguinte texto para o programa de estreia da obra: “O Sultão Shahryar, convencido da falsidade e da infidelidade das mulheres, promete casar-se com uma nova esposa e executá-la no dia seguinte até que não existam mais candidatas. Mas a Sultana Scheherazade salva sua própria vida entretendo-o com contos que ela mesma conta durante mil e uma noites, deixando cada estória incompleta até a noite seguinte.

No I movimento ouvimos os temas de abertura de Shahryar e Scheherazade que conduzem à primeira narrativa: as estórias do lendário Simbad, o marujo. Todas as viagens do herói seguem um mesmo roteiro: Simbad sai a navegar e seu navio afunda; os náufragos vão parar numa terra estranha, onde vivem aventuras das mais fantásticas; ao final, Simbad sempre retorna para casa são e salvo… e ainda mais rico.

O II movimento narra a estória do príncipe Kalender, um tipo de dervixe, uma espécie de monge muçulmano que faz voto de pobreza e leva a vida como mendigo errante, em outras palavras, o conto do príncipe mendigo. São muitas as estórias de amor de príncipes e princesas nas Mil e Uma Noites, difícil dizer qual delas trouxe a inspiração para o III movimento, talvez o conto do príncipe Kamar al-Zanna e da princesa Budur, mas o roteiro da música é tão genérico que pode se encaixar perfeitamente em qualquer outra estória romântica.

Depois de centenas de noites, encontramos um Sultão irritado com todas essas estórias que não têm um fim. Scheherazade se sente desafiada e passa a contar uma enorme estória juntando todos os personagens anteriores e a essa estória ela dá o nome de Festival de Bagdad no IV movimento. E para encerrar o festival, Scheherazade narra uma passagem da estória do terceiro príncipe Kalender, onde este acaba perdido no mar e seu navio avista à distância uma “montanha magnética” amaldiçoada.

No topo da montanha existe uma estátua de bronze retratando um cavaleiro montado sobre um cavalo, e enquanto o cavaleiro não for derrubado, todos os que avistarem a montanha se afogarão, pois o magnetismo da montanha atrai os pregos das embarcações e estas, desmontadas, são arremessadas às rochas. Por isso ouvimos novamente o tema do mar, revolto como nunca. Scheherazade encerra sua última estória por aqui mesmo e o Sultão, comovido, chora. Após mil e uma noites de estórias, o Sultão abandona seu plano cruel e vivem felizes para sempre!”.

Heitor Villa-Lobos

As Bachianas Brasileiras são uma série de nove composições escritas a partir de 1930. Nessas suítes, escritas para formações diversas, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro às formas pré-clássicas no estilo de Bach. Entre os movimentos mais famosos das Bachianas temos a prestigiada Ária (Cantilena) que abre a de nº 5; a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento da nº 2; assim como o Prelúdio (Introdução), o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho) da nº 4.

Estas duas últimas obras já conheceram sua versão para banda sinfônica especialmente elaboradas e executadas na íntegra pela BS-UECE. Agora trazemos as Bachianas nº 1, escrita originalmente para um conjunto de violoncelos. Depois de uma Introdução em forma de Embolada, e de uma belíssima Ária em forma de Modinha, o terceiro movimento propõe precisamente uma Fuga que descreveria uma Conversa entre quatro chorões. Sendo o Choro um gênero musical popular que se presta à polifonia, nesta versão sinfônica os instrumentos da banda são distribuídos entre as quatro vozes que representam os quatro chorões.

Serviço

Data: 2 de junho, domingo
Duração do espetáculo: 90 minutos
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 10h
Entrada: R$30,00 inteira / R$ 15,00 meia (Sympla) + (Um quilo de alimento)





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Com informações do Governo do Estado do Ceará

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