A hipótese é que a água foi levando os cavalos até o prédio, que não tiveram outra opção para escapar da enchente a não ser ficar nas escadas”, explica Castro.

Por causa de seus “comportamentos imprevisíveis”, o resgate de animais acaba se tornando muito mais desafiador do que o de um ser humano, na visão de Castro. “O animal não entende que estamos ali para salvá-lo. Ele pode desencadear diversos tipos de reações que dificultam o nosso trabalho.”

O veterinário exalta o empenho obtido por sua equipe enquanto estava em missão no Sul e define em uma palavra o sucesso para tantos salvamentos: integração. “Esses animais resgatados foram resultado da união do trabalho entre as equipes de voluntários e bombeiros. Eu vi uma mobilização muito grande de todos para salvar o máximo de animais possíveis”.

Leonardo retornou a Sorocaba com seus colegas no último domingo (12). Na manhã do dia seguinte, a 1ª equipe de bombeiros com quem trabalhou chegou à capital paulista.

Até quinta-feira (16), 256 animais foram resgatados em 16 dias de operação no RS, além de 1.129 pessoas. O trabalho da Polícia Militar de São Paulo conta com o apoio do Corpo de Bombeiros e Comando de Aviação paulista.

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