O prefeito Ricardo Nunes foi recebido pelo Papa Francisco na manhã desta quinta-feira (16), que o convidou para falar em evento no Vaticano sobre as ações de São Paulo contra as mudanças climáticas. Antes da audiência, o prefeito assistiu a uma missa em homenagem ao prefeito Bruno Covas, celebrada pelo padre Pedro Funari, na Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

Ao lado dos prefeitos de Boston, Paris, Yokohama, Milão e Londres, Ricardo Nunes é um dos 20 chefes do Executivo de municípios de todo o mundo convidados pelo Papa Francisco para falar de suas iniciativas para o combate aos efeitos das mudanças do clima durante o seminário “Da crise climática à resiliência climática”, entre 15 e 17 de maio, na Cidade do Vaticano, na Itália. O prefeito embarcou para a Itália na tarde desta segunda-feira (13). Veja mais aqui. 

“Estou muito feliz por ele ter nos recebido e ter esse encontro com uma pessoa tão especial, que tem uma preocupação principal com as mudanças climáticas e com as pessoas mais pobres. Fica uma grande exemplo para todos nós”, afirmou Ricardo Nunes.

Além dos prefeitos, Francisco recebeu em audiência os membros das Pontifícias Academias das Ciências e das Ciências Sociais e reiterou a urgência de ações concretas para combater a crise climática global. “Os pobres são as vítimas. As nações ricas produzem mais da metade dos poluentes.” 

Segundo Francisco, “a crise climática exige uma sinfonia de cooperação e solidariedade global. O trabalho deve ser sinfônico, harmonioso, todos juntos. Por meio de reduções de emissões, educação sobre estilos de vida, financiamento inovador e o uso de soluções comprovadas baseadas na natureza, fortalecemos a resiliência, especialmente a resiliência à seca”.

No encontro, o prefeito e o Papa conversaram sobre as enchentes que devastaram boa parte do Rio Grande do Sul. Nunes levou alguns itens como presente e outros para serem abençoados pelo pontífice, como a bandeira do Estado gaúcho.

“Acabei de pegar do nosso santo Papa a bênção da bandeira do Rio Grande do Sul para levar para vocês que estão nesse momento tão difícil e contando com a solidariedade da cidade de São Paulo. O Papa Francisco acabou de abençoar a bandeira de vocês e eu estou mandando aí para o Rio Grande do Sul”, afirmou o prefeito.

Além da bandeira do Rio Grande do Sul, Nunes pediu que o Papa abençoasse as bandeiras do Brasil e de São Paulo, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e uma de São Paulo. “Eu também trouxe para ele a camisa do Brasil, da seleção brasileira, o Papa gosta muito de futebol, e a camisa do Palmeiras autografada pelo Endrick, inclusive com uma mensagem especial para o Papa Francisco”, descreveu.

“Esse encontro foi muito bom, ele foi muito atencioso, e eu também trouxe uma imagem de São Paulo, que ele abençoou e eu estou levando de volta para cidade, para ficar na Prefeitura, e duas imagens de Nossa Senhora Aparecida, uma vai ficar com ele, que foi feita por um artista nosso lá, o Pina, que faz esculturas maravilhosas, e a outra eu estou levando de volta para o Brasil abençoada pelo Papa Francisco.”

O prefeito ganhou dois terços do Papa. “Estou saindo daqui muito alegre, ganhei dois terços dele e, mais do que tudo isso, muito feliz por vê-lo muito firme, saudável e dando uma mensagem importante com relação às mudanças climáticas.”

Homenagem a Bruno Covas
Antes da audiência com o Papa, o prefeito assistiu a uma missa em homenagem ao prefeito Bruno Covas, celebrada pelo Padre Pedro Funari, na Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano). O filho de Bruno, que morreu há exatamente três anos, também participou da missa.

“Hoje faz três anos que Deus acolheu o Bruno [Covas] e a gente sabe o quanto é duro, Tomas [filho do prefeito Bruno Covas]. Perdi meu pai quando eu tinha 23 anos e foi muito difícil. O que deixa a gente forte para poder superar a ausência, a saudade, é estar sempre lembrando das memórias boas”, disse o prefeito, ao discursar em homenagem a Bruno Covas durante a celebração.

Nunes falou também do legado deixado pelo prefeito, que morreu no exercício do cargo, aos 41 anos. “O Bruno sempre deixou exemplos para nós. Ele dizia: ‘é possível fazer política sem ódio’, olha o quanto isso é cristão. A gente estava vivendo aquele momento difícil da pandemia e ele sempre dizia que havia três eixos fundamentais, que eram: ninguém ficar sem tratamento, ninguém passar fome e as pessoas poderem enterrar os seus entes queridos com dignidade.”

Ainda nesta quinta, Nunes integrará a mesa redonda em que apresenta os exemplos práticos que a Prefeitura implementa no combate à crise climática na Sessão VIII da Conferência da Crise Climática à Resiliência Climática – Painel “Nas Linhas de Frente – Pontos Climáticos Críticos. Vai falar, por exemplo, como a cidade vem se preparando para reduzir a emissão de poluentes e o compromisso assumido pela cidade por meio do Programa de Metas, em que prevê respostas imediatas às demandas locais e globais, zelando pelas gerações futuras e posicionando São Paulo mundialmente na vanguarda da promoção da sustentabilidade e qualidade ambiental.       

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