De 12 a 20 de Maio é comemorada nacionalmente a Semana da Enfermagem. A data faz homenagem a um dos grandes nomes da área, Ana Néri, primeira enfermeira brasileira a se alistar voluntariamente em combates militares. Em São Vicente, os profissionais da área são exemplos de cuidado e dedicação ao próximo, como é o caso de Vivian Maria Ferreira. 


 


Ela é enfermeira há 25 anos. Nesse período, quase duas décadas são dedicados aos cuidados com os pacientes vicentinos. A profissional começou sua jornada na Cidade em 2005, no antigo Crei, e, desde então, passou por diversas outras unidades de saúde do Município, sempre carregando consigo o atendimento humanizado e a sabedoria.


 


Ao longo da carreira, Vivian teve o prazer de ver alguns pacientes tornarem-se amigos próximos a ela, colecionando bons momentos e recordações. A rotina em hospitais, no entanto, infelizmente é uma caixinha de surpresas, fato que fez com que ela tivesse que se despedir de certos amigos muito cedo. 


 


Vivian relembra o caso de uma paciente com quem esteve por oito meses. A vítima e o marido chegaram ao hospital com queimaduras em uma tentativa de utilização de etanol em substituição ao gás de cozinha. O casal enfrentava uma realidade de vulnerabilidade social, fato que fez Vivian se mobilizar e aproximar da paciente, auxiliando-a nos mínimos detalhes. Infelizmente, a vítima não resistiu aos avanços no quadro de saúde. 


 


“Foi muito triste para mim. Nós criamos uma relação de amizade nesses oito meses em que ela esteve com a gente. Eu fui no enterro dela, e ainda mantenho contato com o marido, que conseguiu se recuperar”, relembra a enfermeira.


 


Outro momento significativo em sua carreira foi atuação na linha de frente no combate à Covid-19 em São Vicente. A exposição diária ao vírus, somada às incertezas quanto à doença – ainda desconhecida na época, foram fatores que levaram Vivian a um diagnóstico de Burnout – distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, doença acarretada por situações de trabalho desgastante.


 


 “Uma médica, no plantão, percebeu que eu não estava muito bem e sugeriu que eu me afastasse do trabalho. Às vezes, a gente precisa que uma pessoa pegue na nossa mão para percebermos que não estamos bem”, comenta. 


 


Hoje, superado o diagnóstico, Vivian entende a necessidade do equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A enfermeira, que passou anos levando uma tripla jornada dividindo a rotina entre atendimentos na Cidade e na Capital, também é mãe de dois filhos adolescentes, e não consegue abrir mão daquilo que ama desde pequena: “Ser enfermeira para mim é uma vocação, gostar de ajudar o próximo”.


 


 

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Com informações da Prefeitura de São Vicente

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