Mineral estratégico na política mineira, e global, para uma transição energética sustentável e alinhada com o meio ambiente, o lítio vem se tornando um grande aliado do Estado também na condução de uma mineração do futuro.  

Pesquisador da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Ricardo Campos coordena um dos estudos envolvendo o lítio aprovado em chamada da Fapemig e que já começa a sinalizar resultados promissores. Sua pesquisa – “Identificação e caracterização morfofuncional de espécies vegetais com potencial de fitorremediação e recuperação de áreas degradadas por mineração de lítio” -, investiga, resumidamente, a possibilidade do cultivo de espécies destinadas à regeneração de áreas impactadas pela mineração, utilizando um dos principais rejeitos da extração de lítio: o silicato de alumínio. 

“Na dissertação de mestrado do estudante Victor Scutari, sob orientação do professor Cleberson Ribeiro, foi observado que algumas leguminosas forrageiras, como o tremoço branco e o feijão de porco, se desenvolveram razoavelmente bem no silicato de alumínio. Essas espécies de leguminosas têm potencial para ajudar no processo de regeneração da vegetação e, por isso, são muitas vezes utilizadas em locais que sofreram distúrbios como fogo, pastagens abandonadas e desflorestamento”, detalha o pesquisador. Essas plantas são usadas, assim, para preparar o solo para a incorporação de novas espécies.   

“Aportamos recursos para trabalhos acadêmicos e bolsas para os estudantes. Os convênios envolvem principalmente temas de aplicação de resíduos ou rejeitos na construção civil e agricultura, gestão hídrica e caracterização ambiental”, explica o diretor, reforçando um dos compromissos da empresa de apoiar pesquisas na área da mineração. 

Em maio, o Estado comemorou um ano da implementação do projeto do Governo de Minas Vale do Lítio. O complexo industrial e tecnológico localizado no Vale do Jequitinhonha, dedicado à extração, processamento e pesquisa desse mineral, tem entre seus propósitos o desenvolvimento de cidades do Norte e Nordeste de Minas a partir do potencial da cadeia produtiva do lítio.  

O Vale do Lítio foi concebido pelo Governo de Minas para aproveitar o recurso natural, criando um polo de desenvolvimento econômico que hoje gera empregos e atrai cada vez mais investimentos privados, fomentando a inovação tecnológica no Estado. Desde sua inauguração, o projeto já atraiu R$ 5,5 bilhões em investimentos privados e gerou 10 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia local e nacional. 

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Com informações da Agência Minas

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