Kung-fu leva conceitos de concentrao, equilbrio espiritual e autodefesa para crianas da AMEI Visconde de Sabugosa

 

Concentração, equilíbrio espiritual e técnicas de autodefesa são os princípios da arte marcial milenar kung-fu, que desde fevereiro vêm sendo transmitidos a alunos da AMEI Visconde de Sabugosa (R. Manoel Sierra Perez, 258 – Tancredo Neves). 

 

Mais que luta, trata-se de uma filosofia que vai além das técnicas de combate, conforme detalha o professor de educação física Caio Toledo (36 anos). Ele introduziu para as crianças da AMEI a arte marcial de origem chinesa, que remonta ao período da dinastia Chou (1111 a.C. a 255 a.C.).

 

“Iniciamos a oficina em fevereiro e nestes quatro meses percebemos o grande interesse dos alunos, que já começam a entender que a arte marcial ajuda no desenvolvimento da defesa pessoal e no autocontrole”, conta o professor, praticante da modalidade há mais de duas décadas, e cujo Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da faculdade de Educação Física apontou que “o kung-fu ajuda, inclusive, a combater a depressão e a ansiedade na idade escolar”.

 

Sara Guacira (8 anos), do 3º ano A, afirma que adora as aulas de Caio. “Gosto de fazer o chute virado”, conta, demonstrando o movimento. Rebeca Barbosa, também do 3º ano, diz que o esporte “é importante para prestar mais atenção”. Já sua colega Emilly Vieira dos Santos teve a aprovação da mãe para participar das aulas. “Tem vezes que uma criança fica indefesa, e com o kung fu eu estou aprendendo a me proteger”.

 

Questionado se lutas podem ser praticadas também pelas mulheres, Maximus Lino da Silva (8 anos), cravou que “arte marcial é para menino e menina, porque todo mundo tem que saber defender”.

 

Diretora da AMEI Visconde de Sabugosa, Andrea Luz afirma que as diversas oficinas na escola de tempo integral contribuem para o desenvolvimento dos alunos, que aprendem ainda música, desenho, teatro, xadrez, entre outras. “A ideia é criar dentro da escola o hábito de apresentações e torneios internos, para que estejam preparados a competições externas, tirando assim a ansiedade e a pressão”.

 

 

Texto – Renato Pirauá

Fotos – Cynthia Rocha

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Com informações da Prefeitura de São Vicente

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