A Organização Internacional para as Migrações, OIM, inaugurou nesta quinta-feira o primeiro dos seus Centros de Acolhimento Humanitário para as pessoas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, no Brasil, ocorridas no final de abril. Outros dois polos de ajuda aos afetados serão abertos ainda este mês.

A iniciativa é fruto de parceria firmada com o estado do Rio Grande do Sul para apoiar as pessoas que perderam as suas casas e necessitam de abrigo temporário.

Capacidade para atender 2,4 mil pessoas

As fortes chuvas impactaram mais de 2,3 milhões de pessoas em 478 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. Dados oficiais estimam que mais de 420 mil pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas. Além disso, 176 mortes foram confirmadas e mais de 30 pessoas ainda estão desaparecidas.

No total, os três primeiros polos terão capacidade para cerca de 2,4 mil pessoas de Porto Alegre e Canoas. Cada centro contará com instalações para adultos e crianças, quartos para dormir e amamentar, serviços de água, saúde e saneamento, lavanderia e refeitório. Os transportes públicos, a educação e os serviços de saúde também serão acessíveis a partir dos centros.

Segundo o chefe de Missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux, a agência irá trabalhar com o Governo do Rio Grande do Sul para “gerenciar os centros de recepção e garantir que a resposta tenha uma abordagem transversal de direitos humanos, sem deixar ninguém para trás”.

Os centros servirão como abrigos temporários enquanto são identificadas soluções duradouras para as pessoas deslocadas. Estas soluções incluem planos de proteção social, reconstrução e assistência oferecidos pelo governo.   

Uma área de Porto Alegre, no sul do Brasil, que já abrigou famílias de refugiados, que foi devastada por enchentes sem precedentes em maio de 2024

Uma área de Porto Alegre, no sul do Brasil, que já abrigou famílias de refugiados, que foi devastada por enchentes sem precedentes em maio de 2024

Experiência global da OIM

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, que coordena o projeto afirmou que o propósito destes locais é “receber pessoas com humanidade e dignidade”. Segundo ele, as instalações estarão preparadas para atender às principais necessidades das famílias. Souza destacou ainda a experiência global da OIM na gestão destes centros.

Estes esforços estão em linha com a estratégia global da OIM, que também lidera o Grupo global do Comité Permanente Interagências sobre Coordenação e Gestão de Abrigos em Deslocados por Desastres.

A iniciativa da OIM busca garantir que as pessoas afetadas tenham acesso a assistência vital e abrigo em locais seguros e dignos, com instalações adequadas, garantindo o acesso a serviços básicos, alimentos e higiene.

A agência também quer investir na capacitação para prevenir a exploração e abuso sexual e promover a participação da comunidade.

O projeto conta com o apoio da Fecomercio/Sesc/Senac, Federação Brasileira do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

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Com informações da ONU

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