No Brasil, o país registrou um recorde de 4,3 milhões de donos de negócios com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,3% de todo mundo que empreende no Brasil. Entre esse público, a taxa de empreendedorismo alcança 17,2%, índice acima da média de jovens (6,8%) e próximo ao de adultos (12,6%).
O levantamento mostra que empreendedores sêniores têm características específicas: 70,1% são homens e 29,9% mulheres, sendo esse o maior índice feminino já registrado na série histórica. Em relação à escolaridade, caiu de 68,1% para 45,9% o número de seniores sem instrução ou com fundamental incompleto entre 2012 e 2024.
Outro destaque é a longevidade dos negócios: 90% das pessoas que empreendem nesta faixa etária (60+) mantêm suas atividades há mais de dois anos. Apesar de trabalharem, em média, 35 horas semanais, menos que a média geral (39 horas), elas alcançam rendimento médio de R$ 3.516, ligeiramente superior à média de todos que possuem negócios no país (R$ 3.477).
Ainda que os indicadores revelem avanços, o estudo aponta alguns desafios, como a baixa formalização (apenas 28,6% dos negócios seniores têm CNPJ) e a sub-representação de mulheres e negros. Entre empreendedores seniores temos 46,1% se autodeclarando negros, mas no conjunto total de empreendedores esse índice é maior (52,7%).
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Experiência para fazer dar certo
O Dia do Idoso, comemorado em 1º de outubro, é uma oportunidade para celebrar a vitalidade e a contribuição desse público para a sociedade. Com o crescente número pessoas acima de 60 anos empreendendo no Brasil, essa data ganha ainda mais relevância. Ao incentivar o empreendedorismo na terceira idade, o país investe no futuro e promove o desenvolvimento econômico e social.
O empreendedorismo sênior é uma alternativa para muitas pessoas complementarem a renda da aposentadoria e se manterem ativos, ao mesmo tempo em que geram empregos e movimentam a economia local. O Sebrae tem trabalhado para ampliar o apoio a estas pessoas, oferecendo capacitações, consultorias em gestão e acesso a soluções digitais, além de fomentar políticas públicas de inclusão.
“O empreendedorismo sênior é um ativo de enorme valor para Minas Gerais e para o Brasil. Estas pessoas levam consigo experiência, disciplina e uma rede de relações que fortalece os pequenos negócios, além de um amplo conhecimento na gestão de equipes e pessoas. Nosso papel no Sebrae é oferecer condições para que possam se formalizar, inovar e seguir contribuindo para a economia com toda sua bagagem de vida”, destaca a analista do Sebrae Minas Laurana Viana.
Sebrae Play
Para ajudar empreendedores de pequenos negócios, o Sebrae Minas reuniu em sua plataforma de conhecimento Sebrae Play, cursos e séries de aprendizagem relacionados ao universo do empreendedorismo, abordando diversas temáticas, como estratégia e gestão, finanças, franquias, inovação e tecnologia, liderança e pessoas, marketing digital, MEI, startups e vendas.
A plataforma reúne conteúdos em diferentes formatos, como cursos, vídeos, cartilhas, e-books e infográficos, além de realizar a transmissão de palestras e eventos de todo o país. Desde que foi criado, em 2022, o Sebrae Play já atendeu mais de 100 mil pessoas e 35 mil negócios, gerando mais de 4,8 milhões de visualizações.
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Com informações do SEBRAE MG
