A iniciativa é desenvolvida pelos estudantes do oitavo período Kaio dos Santos e Maria Eduarda Almeida e tem como objetivo ampliar o acesso à informação sobre benefícios previdenciários e assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) e o auxílio-doença.
De acordo com Kaio, o projeto, intitulado “BPC e Auxílio-Doença: como acessar”, surgiu a partir da percepção de que muitas pessoas desconhecem os direitos garantidos pela legislação. “Muita gente ainda não sabe que esses benefícios são direitos assegurados por lei. O BPC, por exemplo, está previsto na Lei Orgânica da Assistência Social e garante um salário mínimo mensal para idosos a partir de 65 anos ou para pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos”, explicou.
O estudante destaca que o trabalho tem sido realizado diretamente nas enfermarias, onde os pacientes e acompanhantes recebem orientações sobre critérios, documentação necessária e os caminhos para solicitar o benefício. “Nós passamos nas enfermarias conversando com os pacientes e familiares para explicar como funciona o acesso, quais documentos são necessários e como iniciar o processo. Muitas pessoas ainda acreditam que se trata de uma ajuda do governo, quando, na verdade, é um direito”, afirmou.
Outro benefício abordado durante as orientações é o auxílio-doença, destinado a trabalhadores que precisam se afastar das atividades profissionais por motivo de saúde. Nesses casos, o benefício depende de avaliação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da apresentação de documentação médica que comprove a incapacidade temporária para o trabalho.
Supervisora do estágio, a assistente social Danielle Rangel ressalta que a orientação é fundamental para famílias que enfrentam dificuldades financeiras após a internação de um familiar. “Grande parte dos pacientes que atendemos é responsável pelo sustento da casa. Quando ocorre um acidente ou uma doença que impede o trabalho, muitas vezes a família fica sem renda. Por isso, orientar sobre esses benefícios é essencial para que as pessoas saibam que podem buscar esse direito”, enfatizou.
A ação também tem despertado interesse entre pacientes e acompanhantes, que aproveitam o momento para esclarecer dúvidas e compartilhar experiências. Segundo os estudantes, muitos desconheciam a existência desses benefícios ou acreditavam que o pedido só poderia ser feito após a alta hospitalar. O projeto será desenvolvido até julho, quando será realizado um levantamento para avaliar os resultados da iniciativa, incluindo o número de pessoas que conseguiram dar entrada nos processos e as principais dificuldades encontradas durante o atendimento.
Para a chefe do Serviço Social do HFM, Marta Monteiro, a iniciativa reforça a importância da atuação do Serviço Social no ambiente hospitalar. “Esse tipo de ação fortalece o acesso à informação e contribui para que pacientes e familiares conheçam e exerçam seus direitos. Além disso, também é uma experiência importante para a formação dos estudantes”, concluiu.
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Com informações da Prefeitura de Campos dos Goytacazes
