A explosão na usina atômica, em 1986, espalhou uma nuvem radioativa sobre grandes áreas da antiga União Soviética, atualmente os territórios da Belarus, da Ucrânia e da Rússia.
Força-Tarefa da ONU
Quase 8,4 milhões de pessoas foram expostas à radiação.
O então governo soviético reconheceu a necessidade de assistência internacional somente quatro anos depois, em 1990, quando a Assembleia Geral adotou a resolução 45/190 , que apelava à “cooperação internacional para abordar e mitigar as consequências na central nuclear de Chernobil”.
Esse foi o início do envolvimento das Nações Unidas na recuperação do local. Uma Força-Tarefa Interagências foi criada para coordenar a cooperação.
Desde o ano do desastre, o sistema de agências da ONU e as principais ONGs lançaram mais de 230 projetos de pesquisa e assistência nas áreas de saúde, segurança nuclear, reabilitação, meio ambiente, produção de alimentos limpos e informação.
Mudança na estratégia
Em 2002, as Nações Unidas anunciaram uma mudança na estratégia para Chernobil, com um novo foco em uma abordagem de desenvolvimento a longo prazo.
A assistência humanitária deu lugar a prevenção, recuperação, remediação e desenvolvimento de capacidades.
A conclusão da instalação do novo confinamento seguro sobre o antigo abrigo nuclear foi um marco importante alcançado em 2019, com € 2,2 bilhões fornecidos por mais de 45 nações doadoras por meio de fundos administrados pelo Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.
O escopo do projeto em termos de cooperação internacional é um dos maiores já vistos na área de segurança nuclear.
Em 8 de dezembro de 2016, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução designando o dia 26 de abril como o Dia Internacional da Lembrança do Desastre de Chernobil.
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Com informações da ONU
