Tema foi um dos destaques do 1º Fórum Regional de Síndrome Coronariana Aguda, que aconteceu em Diadema e discutiu fluxos de atendimento e cuidado vascular; evento fortaleceu integração entre serviços de saúde na região

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Entre 40% e 65% das mortes por infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorrem na primeira hora e, aproximadamente, 80% nas primeiras 24 horas do início dos sintomas. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e fizeram parte das discussões do 1º Fórum Regional de Síndrome Coronariana Aguda do Departamento Regional de Saúde (DRS) I, realizado nesta quinta-feira (23/04), no Teatro Clara Nunes, em Diadema.

Com a presença de mais de 170 profissionais de saúde dos sete municípios, o evento discutiu e aprimorou fluxos de atendimento e o cuidado vascular na região. “As doenças cardiovasculares matam um brasileiro a cada 90 segundos, com o infarto agudo do miocárdio representando parte substancial desse total, o que torna o rigoroso monitoramento dos protocolos não apenas uma escolha administrativa, mas uma necessidade absoluta para a sobrevivência”, pontuou o secretário municipal de Saúde durante a abertura do evento.

“Esse fórum tem a intenção de colaborar na construção de caminhos que aproximem o Hospital Estadual Mário Covas e os serviços de saúde de todas as nossas cidades no que tange o atendimento da doença coronariana aguda”, ressaltou o secretário. O objetivo principal foi fortalecer a integração entre Atenção Primária da Saúde (APS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais e hemodinâmica (Unidade Diagnóstica e Terapêutica onde se realiza o cateterismo cardíaco).

Entre os palestrantes, estavam a coordenadora médica urgência e emergência de Diadema e representante regional da Rede de Atenção às Urgências (RUE) Estadual, Danielle Lopes, Mariana Abalos (Projeto Sprint) e o professor Dr. Fábio Augusto de Luca, que ministrou a aula magma “Infarto Agudo do Miocárdio no ABC: Manejo em Diretrizes e Tomada de Decisão em Rede”. O evento contou ainda com a presença de especialistas da área como diretora da DSR – I, Flávia Carotta, representante da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Dr. Antônio Baruzzi, e da gerente médica da farmacêutica Boehringer Ingelhein, Dra. Caroline Oliveira.

“As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo, respondendo por cerca de um terço dos óbitos globais, com o infarto agudo do miocárdio entre os principais responsáveis. A letalidade hospitalar gira em torno de 10%”, alerta Danielle Lopes. “Nesse contexto, a organização das linhas de cuidado, com redução dos tempos porta ECG, porta agulha e porta balão, é determinante para melhorar desfechos clínicos, reduzir tempo de internação e otimizar custos assistenciais”, complementa.

Em 2025, Diadema registrou 123 casos de infarto agudo do miocárdio com média de 16 dias de internação. No município, o SAMU já conta com trombolítico (medicamento para tratar infarto e melhorar o prognóstico do paciente) desde 2007. Assim, é possível fazer a intervenção medicamentosa antes de chegar ao hospital, o que permite melhor resposta ao tratamento.

Fluxo – O encontro apresentou o Fluxo Regional de Cateterismo para assegurar que o paciente realize o procedimento dentro do tempo recomendado, o Protocolo Regional de Dor Torácica para padronizar condutas em todas as portas de entrada como UPAs e PAs e a metodologia de Gestão de Indicadores, que utiliza os dados como ferramenta para identificar gargalos e fortalecer a rede integrada de atendimento. Na prática, “a implementação do protocolo busca diminuir o tempo de internação por meio da aceleração do acesso ao tratamento definitivo, com impacto positivo no prognóstico do paciente”, ressalta a coordenadora médica urgência e emergência de Diadema.

Além disso, a consolidação de uma Regional da Rede de Atenção às Urgências (RUE) funcional com uma linha de cuidado pactuada entre os sete municípios do ABC e o Estado (DRS 1), com papéis e responsabilidades bem definidos traz benefícios para toda a população. “Esse pacto é uma experiencia extremamente exitosa dentro da regionalização e da articulação de uma grande rede de saúde”, avaliou Danielle.

Fotos: Adriana Horvath

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Com informações da Prefeitura de Diadema

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