No Presídio Feminino, iniciativas desenvolvidas no âmbito da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade vêm criando espaços inéditos de escuta e elaboração emocional. Por meio de cadernos individuais, mulheres encarceradas têm encontrado uma forma de nomear sentimentos, revisitar memórias e reconstruir suas próprias histórias, algo raro em um sistema que, muitas vezes, silencia subjetividades.
Outro projeto é a biblioterapia, prática que utiliza a leitura como instrumento de cuidado emocional. Durante os encontros, as participantes leem e discutem obras da escritora Amanda Lovelace, que abordam temas como dor, resistência, identidade e reconstrução feminina. O projeto terá duração de seis meses.
“Os resultados já se mostram significativos: fortalecimento emocional, construção de vínculos entre as participantes e abertura para novas formas de compreender e ressignificar a própria trajetória”, destacou o coordenador do PNAISP, Bruno Cordeiro.
Já nas unidades masculinas, durante o mês de março, marcado pelas ações de Conscientização e Combate à Tuberculose, cerca de 30 internos foram capacitados como multiplicadores de saúde.
O treinamento abordou sinais e sintomas da tuberculose, como tosse persistente, febre e perda de peso, além de ações de educação em saúde. “A proposta é que esses multiplicadores auxiliem na identificação precoce de casos suspeitos dentro das galerias, contribuindo para o encaminhamento à equipe de saúde e para a redução da transmissão da doença”, finalizou Bruno.
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Com informações da Prefeitura de Campos dos Goytacazes
