A lei também prevê que as comemorações poderão contar com atividades culturais, religiosas, educativas e artísticas organizadas pelas casas de axé locais, entidades culturais e pelo poder público, sempre respeitando a liberdade religiosa e a legislação ambiental vigente.
De acordo com o texto, as celebrações deverão ocorrer, preferencialmente, na Fazenda Engenho D’Água, local tradicionalmente ligado às manifestações culturais do município e que já recebeu, neste ano de 2026, a celebração da festa.
Sobre a celebração
Realizada pela Associação do Movimento Afrodescendente de Ilhabela (AMAI) e pelos Zeladores de Terreiros do município, em parceria com a Prefeitura de Ilhabela, a celebração de Iemanjá já reúne edições marcadas pela grande participação do público.O evento reconhece a força das religiões de matriz africana e reafirma a importância da preservação das tradições afro-brasileiras, que fazem parte da identidade cultural da cidade, além de fortalecer o diálogo intercultural e o combate à intolerância religiosa.
A programação é marcada por manifestações religiosas, culturais e artísticas em homenagem à Rainha do Mar. Entre os momentos mais tradicionais estão o Xirê dos Orixás e o cortejo com o Balaio de Iemanjá até o mar, momento em que as oferendas são conduzidas em embarcação mar adentro, em um ritual simbólico de fé, gratidão e comunhão com as águas.
Sobre Iemanjá
A devoção a Iemanjá tem origem entre os povos iorubás, da África Ocidental, e foi trazida ao Brasil pelos africanos escravizados. Considerada a mãe de todos os seres e protetora das águas, sua veneração permanece viva como expressão de resistência, identidade e fé.
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Com informações da Prefeitura de Ilhabela



