Ação promovida pela Secretaria da Saúde reuniu usuários, profissionais e familiares em um momento de arte, escuta e convivência

Arte, música e acolhimento deram o tom da celebração do Dia Nacional da Luta Antimanicomial em Franco da Rocha, na segunda-feira (18). Promovido pela Secretaria de Saúde no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS IJ), o Sarau da Saúde Mental reuniu usuários da rede, familiares e profissionais em uma tarde dedicada convivência e à valorização do cuidado humanizado.
Com apresentações musicais ao som de violão, roda de conversa, exposição de pinturas produzidas pelos próprios usuários e um piquenique coletivo, o sarau promoveu momentos de convivência, escuta e expressão.
Participaram da ação usuários e representantes do Caps AD, Caps II, Caps IJ, Centro de Convivência (CECO) e Residências Terapêuticas (RTs), fortalecendo a integração da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município.
Durante o encontro, o psicólogo Thiago conduziu uma roda de conversa sobre a importância da Lei Antimanicomial e os avanços promovidos pela Reforma Psiquiátrica, que substituiu o modelo de isolamento dos antigos manicômios por um cuidado territorial, voltado à inserção social.
Em Franco da Rocha, a data possui um significado ainda mais profundo. A cidade carrega parte importante da história da saúde mental no Brasil por conta do Complexo Hospitalar do Juquery, que durante décadas simbolizou o modelo manicomial no país.
Hoje, o município estabelece as políticas de cuidado, escuta e inclusão, ampliando a Rede de Atenção Psicossocial e investindo em novos equipamentos voltados à saúde mental, como o futuro CAPS III 24h e o Centro TEA, que foram anunciados no mês passado e serão implantados na antiga Vila Médica do Juquery.
A coordenadora de Saúde Mental, Graziele Rocha, destacou que a luta antimanicomial representa uma transformação histórica no cuidado às pessoas com sofrimento psíquico.
“A Reforma Psiquiátrica veio para mudar a lógica de exclusão e isolamento. Nós trabalhamos por um cuidado mais humano, territorial e baseado em direitos, com foco nos vínculos familiares, na autonomia e inclusão”, afirmou.
O sarau também abriu espaço para que os usuários expressassem sentimentos por meio da arte, mostrando, na prática, a importância da cultura e da convivência no cuidado em saúde mental.
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Com informações da Prefeitura de Franco da Rocha
