A Assembleia Legislativa do Estado de So Paulo sediou, nesta tera-feira (19), um seminrio sobre estratgias e solues mais eficientes para o financiamento no tratamento contra o cncer no Sistema nico de Sade (SUS). Autoridades e especialistas debateram o impacto econmico da doena, desafios e propostas para ampliar investimentos voltados incluso de novas tecnologias e ao aumento do acesso a diagnstico, terapias e cuidados oncolgicos.
O encontro foi intermediado por Luana Lima, coordenadora do “Todos Juntos Contra o Cncer”, movimento composto por mais de 300 organizaes, incluindo gestores pblicos e associaes.
O proponente do evento, deputado Thiago Auricchio (PL), salientou que foram enviadas emendas parlamentares para hospitais do interior paulista financiarem a construo de centros de apoio, como em Ja. “Dessa forma, possvel evitar que os pacientes de cncer desistam de fazer o tratamento devido s longas distncias enfrentadas at os locais de tratamento e necessidades de hospedagens”, explicou.
A campanha anual “Fevereiro Laranja”, instituda pela Lei 17.207/2019, tambm foi destacada. A iniciativa busca promover aes educativas de conscientizao voltadas para o diagnstico precoce e tratamento da leucemia, ressaltando a importncia da doao de medula ssea.
Ana Maria Malik, mdica e coordenadora do FGVsade, discursou sobre o controle do tabagismo no Brasil, que se tornou referncia internacional, como forma de preveno do cncer de pulmo. A associao entre ambos causa grandes impactos no oramento da doena.
Custo da oncologia no SUS
De acordo com o Instituto contra o Cncer (Inca), a doena representa cerca de 17% das mortes no pas – aproximadamente 200 mil mortes por ano. O cenrio descrito gera uma crescente demanda por tecnologias e tratamentos de alto custo. Apesar do aumento de recursos destinados sade, os custos no acompanham a complexidade crescente da assistncia oncolgica com inovao e terapias avanadas.
Durante o evento, estatsticas sobre o quadro atual do cncer no pas foram apresentadas pela coordenadora do Observatrio de Oncologia, a pesquisadora Nina Melo. Os estudos do Observatrio apontam que a maior parte dos gastos oncolgicos no SUS est aplicada em procedimentos ambulatoriais, que representam 77% dos custos, enquanto os procedimentos hospitalares correspondem a 23%.
Entre 2019 e 2022, o custo unitrio dos procedimentos ambulatoriais aumentou quase 150%, impulsionado pela incorporao de novas tecnologias e pelo impacto do diagnstico tardio, que eleva a complexidade e os custos do tratamento.
Poltica Nacional do Cncer
O Brasil instituiu a Lei 14.758/2023, mais conhecida como Poltica Nacional para a Preveno e Controle do Cncer. O objetivo combater a doena, que se tornou um dos principais desafios contemporneos para o sistema de sade nacional.
O avano mais prtico e cobrado dessa lei o estabelecimento de um prazo de 180 dias, a partir do diagnstico, para o incio do tratamento de cncer no SUS para o paciente que necessitar de reabilitao ou cuidados paliativos.
A lei tambm foca em eixos, como preveno, diagnstico rpido e precoce, integrao entre diferentes tipos de tratamento e cuidados paliativos para garantir dignidade e alvio da dor para pacientes em estgios avanados, integrando a famlia no processo.
O encontro ainda contou com a presena de Carlos Ruiz, mdico Assistente do Hospital das Clnicas FMUSP; Carlos Ruiz, mdico do Hospital das Clnicas; Cassio Ide, representante da Associao Brasileira de Planos de Sade (Abramge); Vanessa Teich, diretora de Transformao da Oncologia e Hematologia no Einstein Hospital Israelita.
Assista ao evento, na ntegra, pela Rede Alesp:
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Com informações da Assembleia Legislativa de São Paulo
