Ao longo dos 18 dias de atividades, cerca de 600 estudantes da rede municipal participaram diretamente de ações educativas presenciais, incluindo visitas à Ilha Anchieta, sessões de cinema ambiental, plantio de mudas nativas, rodas de conversa com lideranças indígenas, quilombolas e caiçaras, além de vivências em apiários, meliponários e trilhas interpretativas voltadas ao conhecimento dos ecossistemas costeiros.
A programação também alcançou milhares de moradores e visitantes por meio de atividades abertas ao público, como oficinas de educação ambiental, feiras agroecológicas, caminhadas monitoradas, observação de aves, palestras e apresentações culturais.
Entre os destaques estiveram a cerimônia de abertura no Teatro Municipal Pedro Paulo Teixeira Pinto, que contou com palestra do cacique Cristiano Kiririndju e da doutora Patrícia Nunes Lima Bianchi, além da apresentação do Coral Nhamandu Nhemopuã, da Aldeia Boa Vista. Também tiveram grande participação as vivências na Aldeia Rio Bonito, conduzidas pela comunidade Guarani Mbya, e as atividades realizadas no Quilombo da Fazenda, com trilhas, culinária tradicional e rodas de conversa sobre conservação ambiental e território.
As oficinas sobre abelhas nativas sem ferrão no Museu da Vida Marinha e a Feirinha Agroecológica na Praça da Matriz, reunindo produtores caiçaras, indígenas e quilombolas, também integraram a programação do festival.
Já a 12ª Semana do Mar, realizada entre os dias 1º e 6 de junho, contou com a participação de instituições parceiras como o Instituto Argonauta, o Aquário de Ubatuba, a Fundação Projeto Tamar e o Instituto Oceanográfico da USP. A programação incluiu palestras, visitas guiadas, observação de aves na Baía do Itaguá e um workshop de ficção climática. O encerramento aconteceu na Praça da Baleia, reunindo atividades de yoga, limpeza de praia, mergulho e apresentações culturais.
“Chegar à 15ª edição do Festival da Mata Atlântica e à 12ª Semana do Mar com uma participação tão expressiva mostra que a pauta ambiental está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. Conseguimos aproximar estudantes, pesquisadores, comunidades tradicionais, instituições e a população em geral em torno de um objetivo comum: valorizar e proteger os ecossistemas que fazem de Ubatuba uma referência em biodiversidade. Mais do que um evento, o festival é um espaço de construção coletiva, troca de conhecimento e fortalecimento da cultura da conservação”, destacou o secretário adjunto de Meio Ambiente, Jonatas Miguel.
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Com informações da Prefeitura de Ubatuba




