“Eu era professora de Ciências e Biologia, mas não estava contente com a profissão. Então, resolvi prestar o concurso em 2011 para ACE. Acreditava que estaria na minha área e seria uma oportunidade de agregar mais conhecimento trabalhando no campo”, recorda.
A mudança, segundo Mariza, não representou um afastamento daquilo que sempre gostou de fazer. Para ela, a sala de aula apenas ganhou novos espaços e públicos. “Acredito que estou na minha área, pois é tudo que eu amo na minha vida. Poder colocar em prática esses conhecimentos, ajudando a população, me faz muito feliz”.
Atualmente, Mariza atua no departamento de Informação, Educação e Comunicação (IEC), onde mantém viva a relação com o ensino. Parte de sua rotina é dedicada a atividades educativas em escolas públicas e privadas, levando informações sobre prevenção de doenças, cuidados com a saúde e a importância do combate às endemias.
“Chego ao trabalho e já começo a me preparar para as informações que darei naquele dia. Nossa rotina é visitar escolas públicas e privadas. Há dias em que fazemos teatro de fantoches e até encenações sobre doenças transmitidas de animais para seres humanos, de animais para animais e também sobre doenças que nós podemos transmitir aos animais”, conta.
As ações também incluem rodas de conversa com alunos dos grêmios estudantis, atividades em unidades de saúde, feiras livres e comunidades. Dessa forma, o conhecimento que antes era compartilhado dentro da sala de aula passou a alcançar diferentes espaços do Município.
Ao longo de sua trajetória, Mariza também acompanhou mudanças na estrutura e na atuação dos ACE em São Vicente. Segundo ela, o número de profissionais cresceu, e permitiu ampliar as ações de prevenção e orientação realizadas junto à população.
“Muita coisa mudou desde 2011. O número de agentes aumentou e a qualidade do trabalho também. O SUS é maravilhoso e, com a implementação de vários programas e direcionamentos, aumentou a qualidade de vida das pessoas”, destaca.
Ela lembra que, no início de sua trajetória, cerca de 25 agentes atuavam para atender todo o Município. Atualmente, segundo Mariza, São Vicente conta com mais de 100, além de equipes específicas para ações de bloqueio contra o Aedes aegypti e outros vetores responsáveis pela transmissão de doenças.
“Temos conseguido orientar a população sobre várias doenças e, com isso, contribuído para uma melhor qualidade de vida. Porque a educação e a orientação transformam pessoas”, conclui.
Por Giulia Teixeira
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Com informações da Prefeitura de São Vicente
