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Um novo estudo sugere que o tipo de sangue pode aumentar ou diminuir o risco de infeção dos indivíduos com o novo coronavírus

Cientistas afirmam que indivíduos com tipo de sangue A apresentam uma probabilidade significativamente mais elevada de contrair Covid-19.

 

A pesquisa realizada em Wuhan – cidade onde o vírus teria começado – também apurou que quem pertence ao grupo sanguíneo A corre ainda um maior risco de morrer da doença.

O estudo chinês detectou que entre os pacientes infectados com o novo coronavírus, 25% tinham sangue tipo O, enquanto 41% enquadravam-se no grupo A.

Pessoas com tipo de sangue O – que perfazem 32% dos habitantes em Wuhan – contabilizaram um quarto (25%) das mortes registradas na pesquisa.

Apesar dos dados apurados, os investigadores ainda não conseguiram discernir como o risco e gravidade de infeção da Covid-19 varia de acordo com o grupo sanguíneo.

Para efeitos desta pesquisa, os investigadores examinaram os casos de 2,173 pessoas diagnosticadas com a Covid-19, incluindo 206 que morreram após apanharem o vírus, internadas em três hospitais na província de Hubei.

Entretanto, os cientistas alertam para a necessidade de realizar um estudo mais vasto de modo a validar a informação apurada e torná-la mais confiável.

No artigo, que ainda não foi revisto por uma comunidade dos seus pares, publicado online no periódico medrxiv, os investigadores afirmaram: “o tipo de sangue O está associado a um risco menor de morte, comparativamente a outros grupos sanguíneos. Já o tipo A apresenta uma maior chance de mortalidade”.

E acrescentaram: “consideramos assim [e sem querermos generalizar ou alarmar] que pacientes infectados com o novo coronavírus e que pertençam ao grupo sanguíneo A devem ser sujeitos a um acompanhamento mais exaustivo e a terapias mais agressivas”.

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