Itaquaquecetuba

A praça de Itaquaquecetuba, em meados do século XIX, á época de sua emancipação,[1] onde muitos donatários das terras adjacentes às aldeias de São Miguel Arcanjo abandonaram o município por culpa de desentendimentos com jesuítas, levando a se instalarem ao redor desta praça.[2][3]

história de Itaquaquecetuba remonta desde seus primórdios, quando ainda era habitada por índios guaianases e tupis,[2] e, posteriormente, seu período como uma das 12 aldeias fundadas pelo padre jesuíta José de Anchieta, durante sua longa permanência no Brasil colonial, em meados do século XX,[4] [5] [6] e, dois séculos depois, tornando-se distrito de Mogi das Cruzes, na qual é emancipado em 1953, e referindo-se até os dias atuais.[3] A origem do município se baseia na fundação da capela católica de Nossa Senhora d’Ajuda, que foi fundada pelo próprio padre em 8 de setembro de 1560,[1] [7] sendo nomeada após a santa por missionários católicos em 1624.[8]

O município desenvolveu-se próximo às margens da região do Alto Tietê,[9] fundado aproximadamente entre 1560 e 1563 por jesuítasliderados por José de Anchieta.[3]

Em um breve período de tempo, Itaquaquecetuba manteve o nome de Vila da Nossa Senhora d’Ajuda,[5] [6] e, em princípio, sua primeira forma denominada foi de origem tupitaquaquicé-tuba, sendo responsável há, posteriormente, prover ao nome Itaquaquecetuba,[10] que abordava o “tacuakyssé”, uma espécie de taquara que servia para fazer instrumentos cortantes, tal a navalha, sendo uma gramínea abundante em Itaquá.[4] Significando, portanto, um local de “ajuntamento de taquaras-faca”, através de junção dos termos takûara (taquara), kysé (faca) e tyba (ajuntamento).[11] [12]

Dois séculos depois, Itaquaquecetuba torna-se distrito de Mogi das Cruzes e, após a emancipação de 28 de outubro de 1953, é elevada a categoria de município independente, sendo, atualmente, uma das cidades mais antigas do estado de São Paulo.[13] Boa parte de seu desenvolvimento se deu a construção da primeira estação ferroviária de Itaquaquecetuba em 1926,[14] antes da emancipação da cidade. O topônimo indígena Itaquaquecetuba, que significa “abundância de taquaras que cortam”, deve-se à existência, na época da fundação da Aldeia, de imenso taquaral, margeando os Rios Tietê e Tipóia.[11] [12]

História

O nome adotado nessa ocasião, de origem tupi, era proveniente de sua primeira forma taquaquicé-tuba,[10] cujo significado completo é “lugar abundante de taquaras cortantes como facas”.[11] [12]

Origens

A cidade de Itaquaquecetuba foi fundada em aproximadamente 1563, quando o padre José de Anchieta, juntamente com vários missionários, chegou à região, com a finalidade de catequizar os índios e neste local iniciaram o povoado.

Em 1624, foi construída a Capela Nossa Senhora da Ajuda. O povoado por muito tempo permaneceu sem progresso até que, em 1838, tornou-se freguesia, fixando o nome dessa como Itaquaquecetuba.

A partir de 1925, Itaquaquecetuba viveu um grande período de crescimento e prosperidade, motivado pela chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil.[15]

O primeiro Censo realizado na Aldeia de Nossa Senhora D’Ajuda, em 1765, apresentou os seguintes resultados: 59 “iogos” que eram habitados por 109 mulheres e 117 homens. Pouco cresceu a aldeia que neste estado permaneceu quase 200 anos. Foi com a inauguração da Variante da (EFCB), em 1925 que Itaquaquecetuba começou a crescer e a prosperar.

Criação da estação ferroviária de Itaquaquecetuba

Inaugurada em 07 de fevereiro de 1926, com acesso a elevadores e parcialmente adaptado para portadores de deficiência[16]. A variante de Poá, também chamada de variante de Calmon Viana, teve a construção iniciada em 1921, mas a linha foi aberta somente em 1 de janeiro de 1934, depois de uma interrupção de oito anos nas obras. Com o tempo, foi se transformando em linha de trens de subúrbio, os trens metropolitanos de hoje, e é uma das linhas mais movimentadas da CPTM em São Paulo, embora com os piores trens[14].

Demografia

Segundo o último Censo Demográfico a população de Itaquaquecetuba é de aproximadamente 350.000, e que votam neste distrito aproximadamente 140.000, com uma população aproximadamente de 86% de nordestinos.[17]

Emancipação de Mogi das Cruzes

A cidade até o dia 28 de outubro de 1953 foi distrito de Mogi das Cruzes, ano em que conseguiu conquistar sua emancipação política e administrativa. O primeiro prefeito a administrar o município foi Eugênio Victorio Deliberato, que tomou posse no dia 1º de janeiro de 1955[18].

O desenvolvimento de Itaquaquecetuba, no entanto, teve início em meados de 1624, ano no qual o padre João Álvaresdecidiu construir um oratório em louvor a Nossa Senhora D’ Ajuda iniciando o processo de povoação do município. Hoje no local onde foi instalado o oratório funciona a Igreja Matriz, na Praça Padre João Álvares[18].

A denominação reduzida para Itaquaquecetuba ocorreu somente no século XX, quando se separou de Mogi das Cruzes, com sua elevação a município[18], e com o território do respectivo distrito, pela lei Nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953, posta em execução a 01 de janeiro de 1954. Como município, ficou constituído de um único distrito, o de Itaquaquecetuba.[1]

Sebastião Marcino Soares recebe Título de Cidadão Itaquaquecetubense