Mulher tem a mão quebrada durante roubo em Praia Grande

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Dona de casa tem mão quebrada durante roubo em Praia Grande, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Uma dona de casa, de 38 anos, teve a mão quebrada durante um assalto na orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo. O crime ocorreu na frente da filha dela, de oito anos, que não ficou ferida. A bicicleta da vítima foi levada por dois criminosos, cuja identidade é investigada pela polícia.

A mulher levava a filha até a aula de surfe pela orla da cidade. Cada uma pedalava uma bicicleta pela ciclovia. A dona de casa foi surpreendida, no bairro Mirim, por um assaltante que estava no calçadão com um comparsa. O criminoso foi em direção a ela, que foi empurrada, caiu e desmaiou.

“Eu vi os dois vindo na nossa direção em diagonal. Minha filha estava na minha frente, viu tudo e, ainda bem, não foi ferida. O cara veio, gritou ‘perdeu, perdeu’, e me empurrou. Foi rápido e, na hora, vi que tinha machucado minha mão e meu rosto. Ele fugiu levando a bicicleta. Se tivesse pedido, eu entregava.”, relatou a vítima em entrevista ao G1 neste domingo (1).

Pedestres e outros ciclistas pararam para ajudar mãe e filha. Um bombeiro, que estava em um posto salva-vidas próximo, também correu para os primeiros socorros. A polícia chegou e a mulher foi socorrida ao Hospital Irmã Dulce por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A fratura na mão foi constatada durante exames no hospital, onde o braço todo da vítima precisou ser imobilizado. Ela registrou a ocorrência na delegacia e a Polícia Civil poderá usar imagens de câmeras monitoramento do circuito municipal para tentar identificar os envolvidos no roubo.

A dona de casa, o marido e a filha se mudaram da capital paulista para o litoral há pouco mais de um ano, justamente para fugir da violência. “Hoje meu sentimento é de revolta. Não é justo a gente viver assustado, com medo. Por isso, é importante expor para que a polícia e a prefeitura façam algo”, diz.

A mulher, que tinha a bicicleta como único meio de transporte, afirma que depois do roubo não tem como levar a filha às atividades ao longo da semana. Primeiro, por causa da recuperação da fratura, depois por falta de condições financeiras para usar outro transporte. O marido, pai da menina, trabalha na capital.

“Eu ainda não sei como a minha filha vai reagir ao que houve. É tudo muito recente. Eu estou em choque e ainda não sei se devemos voltar para São Paulo depois de tudo o que aconteceu. Eu só quero que as autoridades façam algo para solucionar isso. Não adianta a gente ter polícia só na temporada”, desabafa.

A polícia informou que o caso é investigado pela Delegacia Sede de Praia Grande, mas não disse se a dupla foi identificada ou se há pistas sobre o paradeiro dos criminosos.

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