Mulher morre vítima de espancamento em Taubaté — Foto: Arquivo pessoal

Uma mulher de 29 anos morreu na manhã desta terça-feira (9), em Taubaté (SP), depois de passar quase dois meses internada vítima de espancamento. Segundo a polícia, o agressor é o ex-companheiro dela, que vai ser indiciado por feminicídio. Ele foi ouvido, negou o crime e está em liberdade.

De acordo com a polícia, o espancamento foi no dia 15 de maio quando, depois de uma discussão, o companheiro agrediu Ariane Cristina da Silva na rua, no Parque Ipanema. Ele deixou a mulher no hospital e alegou que ela tinha sido atropelada. Ariane foi atendida com lesões na cabeça, braços e pernas, segundo a família.

Na ocasião, a unidade de saúde acionou a família, que prestou queixa na polícia como lesão corporal. De acordo com a Polícia Civil, após o laudo médico e os depoimentos dos familiares, o ex-companheiro foi intimado a prestar depoimento. (leia mais abaixo)

A família relatou que o homem era violento com a vítima e que, mesmo após a separação, tinha ciúme dela. “Ele bateu nela mais de uma vez, fazia várias ameaças, queria ter domínio sobre ela. Nesse dia que ela apanhou, em maio, teve testemunha, viram ele batendo nela na rua. Viram quando ele a jogou contra um poste e depois ainda ficou circulando com ela machucada dentro do carro, no Gurilândia, fazendo ameaças”, disse a irmã Elaine da Conceição.

A vítima era vendedora, vivia nos últimos oito meses com as filhas, uma delas fruto do relacionamento com o agressor, na casa da mãe. A menina de 2 anos vai viver agora com Elaine.

A morte de Ariane, segundo a prefeitura, foi às 10h na UPA Central, por parada cardiorespiratória. O primeiro atendimento, no dia 15 de maio, ocorreu na UPA do San Marino. Segundo a família, se tivesse sobrevivido, Ariane teria sequelas provocadas pelas agressões.

Ariane vai ser velada na noite desta terça-feira no cemitério municipal e o enterro será nesta quarta (10) no cemitério do Belém.

Versão

O ex-companheiro chegou a comparecer à delegacia, mas reafirmou a versão de que a companheira teria sido atropelada. Versão contestada pela polícia que informou que, antes do óbito, concluiria o inquérito como tentativa de homicídio. O registro será convertido para feminicídio.

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