
Em mais uma investida na comunidade do Cavalo Marinho, no Flórida Mirim, sexta-feira (05/12), as equipes de fiscalização neutralizaram novas demarcações de áreas e desmatamento para fins de ocupação irregular.
A gleba integra o programa de congelamento da Prefeitura em parceria com o Ministério Público e as ações de bloqueio são articuladas pela Polícia Militar Ambiental.
Nos últimos tempos, essa prática se proliferou, especialmente no Flórida Mirim, de maneira que os profissionais precisem exercer vigilância permanente e realizarem intervenções pontuais, como esta, que é a terceira em pouco mais de 15 dias.
“A irregularidade interfere no desenvolvimento da cidade, tanto no aspecto urbano quanto nas políticas públicas. Essas áreas são de preservação, imagina se todo mundo invadisse? A conquista do terreno ou da casa não é dessa forma, com invasão”, refletiu o secretário de Meio Ambiente, Alexandre Barril Dalla Pria.
Novamente, edificações foram demolidas e diversas pessoas ditas ‘proprietárias’ desses imóveis foram notificadas e receberam Termos de Vistoria Ambiental (TVAs). De acordo com as equipes, quase a totalidade informou não ser moradora de Mongaguá.
Para o secretário, as famílias que têm interesse em Mongaguá precisam procurar os meios legais, até para serem reconhecidas e poderem ter acesso aos serviços públicos. “Eles vão precisar de redes de água, luz, saneamento e infraestrutura, e de atendimento de saúde e educação. E desta forma descontrolada não é favorável.”
Ainda conforme o gestor, foram encontrados diversos rabichos de energia e prováveis ligações clandestinas de água. “Os conhecidos gatos trazem riscos de acidentes. E se pega fogo? Área de mata, imóveis conurbados… um perigo. E quanto às ligações, podem gerar poluição e sobrecarga nas redes, prejudicando toda a comunidade.”
Em apoio aos efetivos da Polícia Militar Ambiental, do grupamento ambiental da Guarda Civil Municipal (GCM) e dos efetivos operacionais regulares das corporações, participam da mobilização equipes da Secretaria de Meio Ambiente, da Unidade Gestora de Habitação e da Fiscalização de Obras Particulares. Também estiveram no local técnicos das empresas Elektro e Sabesp.
Segundo Dalla Pria, as ações na comunidade e adjacências continuarão.
(Fotos: Divulgação)
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Com informações da Prefeitura de Mongágua





