‘Se usar ministério para eleição, é cartão vermelho’, diz Bolsonaro

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Bolsonaro também comentou a possibilidade de indicações para o STF

O  presidente Jair Bolsonaro promete dar um “cartão vermelho” a ministros que usarem o cargo e as ações de suas pastas para se promover eleitoralmente. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira, 5, após cerimônia que marcou os 400 dias de seu governo no Palácio do Planalto.

 

Bolsonaro afirmou que sua prioridade neste ano é fazer uma reforma tributária que “em 30 anos nunca foi feita”. “Não importa quem vai ser o pai da criança”, disse, fugindo da disputa entre Câmara e Senado sobre qual das propostas será aprovada.

Ao comentar a possibilidade de fazer uma indicação ao Supremo Tribunal Federal, o presidente afirmou que, caso reeleito, poderá ter vaga para todos os ministros cotados, inclusive o ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Dá para os três e mais um.”

Qual é o balanço dos 400 dias de governo?

Eu sabia que não ia ser fácil, mas temos também realizações. Dependemos em grande parte do Parlamento, em parte estamos sendo atendidos.

Qual será a marca do segundo ano de governo?

Muita coisa já aconteceu. Os números estão aí para mostrar: economia, combate à violência, concessões, abertura do comércio para o mundo. Temos a reforma tributária conduzida pela equipe econômica – e não importa quem vai ser o pai da criança, se a Câmara ou o Senado. Eu quero é fazer depois de 30 anos uma reforma tributária que nunca foi feita.

Como está conduzindo a escolha do nome para o Supremo?

No momento, tenho três “supremáveis”. Não vou falar os nomes deles, certo? Pode ser que apareça um quarto.

Os ministros (interrompe a repórter antes de citar Moro, o advogado-geral da União, André Mendonça, e o chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira)

Não vou responder. Agora, se eu for reeleito, vamos ter um total de quatro vagas. Dá para os três e mais um.

Existe um projeto no Senado para mudar o critério de escolha. O que o sr. pensa disso?

Acho que não vai para frente. (Pela proposta) eu não escolheria um nome da lista tríplice, quem vai escolher é o Senado. Está bem claro no projeto que um nome sairia da OAB. Imagina quem vai sair da OAB? Pelo amor de Deus! A regra não pode mudar com o jogo andando. Haveria reação da sociedade.

E as mudanças da Casa Civil? Na semana passada…

Outra pergunta.

E outros ministérios…

Outra pergunta.

O sr. não fala de mudanças?

Não. Tudo o que tiver que mudar em ministérios será mudado na hora certa e se tiver que mudar. Nós já mudamos quatro ministros.

Atualmente, quem são os seus principais conselheiros?

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