Verão deve ter temperaturas abaixo da média e muitos temporais

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Veja as principais dicas e cuidados que os moradores devem ter para evitar tragédias.

Pancadas de chuva, grande incidência de raios e muito calor: Essa é a previsão do tempo para a temporada de verão na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Como é comum nessa época do ano, os moradores da região podem esperar muitos temporais, enorme quantidade de descargas elétricas e fortes rajadas de vento.

Segundo informações do Instituto Climatempo, o grande volume de água esperado para a estação é muito perigoso, porque as chuvas encharcam o solo e toda a região fica mais propensa a deslizamentos. Porém, a previsão de grandes corredores de umidade aponta para menos pancadas e mais chuva contínua, com vários dias de céu nublado e chuvoso.

“Teremos bastante água nesse verão, a partir de janeiro principalmente. A expectativa também é de termos menos raios em comparação ao ano passado, que teve uma maior incidência por conta das pancadas de fim de tarde. Já as temperaturas ficarão levemente abaixo da média e esperamos rajadas fortes de vento”, explica o meteorologista Filipe Pungirum.

Tradicionalmente, os meses do verão são marcados por essas mudanças repentinas das condições climáticas. Por isso, muitos moradores e turistas acabam sendo pegos de surpresa e até mesmo enfrentando situações bem complicadas durante o dia. Dessa forma, é preciso sempre se planejar e redobrar os cuidados durante a estação.

Um dos maiores perigos dessa época é a grande incidência de raios na região, que podem ser fatais. Para evitar uma tragédia, a população deve seguir à risca as recomendações do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). Segundo o coordenador operacional e major Ricardo Pelliccioni, em caso de raios e trovões, é preciso deixar imediatamente as praias, piscinas e rios.

“Tem dias que o pessoal vai para a praia com sol e ocorrem pancadas de chuva. Muitos acabam não saindo, porque sabem que vai parar depois de 20 minutos. Assim, correm riscos por causa dos raios, porque a pessoa se torna o ponto mais alto da praia. É preciso se abrigar em um local seguro, como um quiosque, ou entrar no carro, porque os pneus são isolantes. Não pode se abrigar embaixo do guarda-sol ou de árvores, pois não é seguro”, explica o major.

Além da preocupação com os raios, a Defesa Civil de Santos monitora de perto a situação dos morros, pois no verão as chances de deslizamentos aumentam e milhares de famílias ficam em risco. Por isso, o geólogo do órgão Victor Arroio reforça a necessidade dos moradores ficarem bem atentos aos sinais e entrarem em contato com a Defesa Civil se notarem algo alarmante.

Ele explica que os principais indícios são instabilidades nos terrenos, trincas nas moradias, árvores e postes inclinados e água barrenta descendo na encosta. Caso algum desses sinais seja notado, a população deve deixar imediatamente suas casas e procurar um local seguro. Para diminuir os riscos, não se pode fazer obras nessa época, cortar barrancos ou tirar vegetação da encosta.

“Começamos a nos preocupar com os morros quando chove 80mm em três dias, porque o solo está úmido suficiente para deslizar. Quanto aos alagamentos, é preciso evitar transitar por ruas cheias, porque tem risco de água suja, e saber quais locais enchem mais, como a entrada de Santos, próximo aos canais e alguns pontos da orla da praia”. Em caso de necessidade, ligue para a Defesa Civil no 199.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo disponibiliza um serviço muito importante para a população. Para receber alertas meteorológicos, como tempestades, ventanias, ressacas e chuva de granizo, basta enviar uma mensagem de texto (SMS) para o número 40199, informando o CEP da sua residência. A orientação é que, nas férias, as pessoas cadastrem também o CEP do local onde estarão.

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