Vereador Diegão critica sistema Cross e chama a atenção de deputados estaduais e do governador para o problema

“Neste momento, há uma criança de 9 dias com um problema grave no coração, entre a vida e a morte, na Santa Casa de Mogi das Cruzes. Eu estive lá essa semana e os pais vieram ao meu gabinete. E você, deputado estadual que teve votos na cidade, mas nunca mais pisou aqui, é um covarde. Também quero dizer ao governador João Doria que, se o pior acontecer, levarei o atestado de óbito até onde o senhor estiver”, disse na sessão de hoje (09) o vereador Diego de Amorim Martins (MDB), o Diegão.

O vereador referia-se ao caso de Rebeca Manuella da Silva Antônio, primeira filha do casal Ângelo Antônio Júnior e de Michelle da Conceição da Silva, que nasceu com atresia pulmonar com átrios invertidos. “A única chance dela sobreviver é uma cirurgia, que ela precisa fazer com urgência, mas vários hospitais na capital já recusaram ela, por falta de vagas, e teve um que a fez voltar para a Santa Casa de Mogi, depois de descobrir o que ela tinha, por falta de estrutura para operá-la”, detalhou o pai da bebê.

Segundo ele, o apoio do vereador na busca por uma vaga via sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde), vinculado ao governo do Estado, teve início quando uma munícipe viu o vídeo de sua esposa Michelle, pedindo desesperadamente por ajuda, e marcou Diegão na postagem na rede social. O parlamentar, ao ver o nome marcado nos comentários do vídeo foi até a Santa Casa de Mogi, no mesmo instante, e sua assessoria está tentando até agora uma vaga para a criança pelo Cross.

Para Diegão, o caso de Rebeca é um dos inúmeros por todo o país, que carecem da união de esforços entre as autoridades e de investimentos por parte do governo estadual. “O pior é que a criança tinha sido retirada da fila de prioridade do Cross, quando fui ver a situação dela, ou seja, ela está à deriva, à mercê da própria sorte. Então, queria fazer um apelo ao governador, ao secretário estadual de Saúde, José Henrique Hermann, para que um minuto se colocassem no lugar do pai e mãe da criança. E se fosse seu filho? Estaria passando por esses maus bocados? Tenho certeza que não”, desabafou o vereador.  

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