Agentes iniciam avaliação de larvas do Aedes em vários bairros de Santos

A Secretaria de Saúde de Santos iniciou nesta segunda-feira (4), por meio do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), a segunda Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026.

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Até 20 de maio, os agentes de combate à endemias vão vistoriar aproximadamente 600 imóveis de diferentes bairros, de forma simultânea, ao longo das próximas semanas. 

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Por este motivo, os mutirões de combate ao Aedes aegypti estão temporariamente suspensos. Os agentes estarão todos os dias nas ruas, realizando o serviço de visitas e eliminação de criadouros.

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AMOSTRAS

As amostras são levadas para análise laboratorial para identificação da espécie. Ao final de todo o trabalho, é calculado o Índice de Breteau: total de amostras positivas do Aedes dividido pelo de imóveis percorridos, multiplicado por 100. 

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O Ministério da Saúde considera ideal um índice igual ou inferior a 1. Entre 1 e 3,9 indica situação de alerta, e superior a 4, risco de surto. Em caso de chuva intensa, as ações são postergadas para o dia útil seguinte. 

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A finalidade do estudo é avaliar, por meio da concentração de larvas, o nível de infestação do mosquito que transmite a dengue e a chikungunya na cidade como um todo e também nos bairros.

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TRABALHO

Uma das equipes de agentes esteve na manhã desta segunda na Vila Nova, na região central de Santos. 

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“Iniciamos o ADL em maio por orientação do Ministério da Saúde. A indicação é que aguardássemos o momento de pico de casos, que  costuma ocorrer em abril. Neste ano, tivemos aproximadamente seis vezes menos casos de dengue em relação ao ano passado”, explicou Ana Paula Favoreto, chefe de atividades técnicas do CCZV, ressaltando a importância de monitorar as áreas com casas de cômodos, das quais contam com grande concentração de pessoas.

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Anita Maria da Conceição, dona de salão de beleza, teve seu imóvel visitado e contou que mantém seu ambiente de trabalho e moradia controlados com a limpeza ideal. “Faço o que posso para manter tudo limpo. Moro aqui há 36 anos e mesmo com muitas precauções, já tive dengue. Moramos no meio de muita gente, a higienização precisa ser constante, me preocupo em deixar todos aqui saudáveis e seguros”.

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BALANÇO

Até o momento, nos mutirões realizados em 2026, foram eliminados 1.123 focos com larvas de mosquito, com 1.052 recusas de entrada dos agentes aos imóveis.

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Em 2026, a Cidade registrou 347 casos de dengue e nove de chikungunya

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O MOSQUITO

As fêmeas depositam ovos em locais de água parada. Esses ovos necessitam de água e calor para eclodir. Assim, surgem as larvas, que mais tarde se transformam em pupa e, por fim, em mosquito.

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Somente as fêmeas se alimentam de sangue humano, necessário inclusive para a maturação de seus ovos antes de serem depositados. Porém, se essa fêmea tiver picado uma pessoa infectada por dengue ou chikungunya, ela se torna transmissora dos vírus ao sugar o sangue de outros indivíduos.

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VACINA

A vacinação contra a dengue continua, voltada para crianças e jovens de 10 a 14 anos. São duas doses necessárias para completar o esquema vacinal, a segunda aplicação é realizada 90 dias após a primeira. A vacina está disponível nas policlínicas, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.

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ESTRATÉGIAS DE SANTOS AO ENFRENTAMENTO AO AEDES AEGYPTI – ANO INTEIRO

Casa a Casa - programa de visitação de rotina aos imóveis

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Mutirão - varredura realizada semanalmente em algum bairro da Cidade

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Visitas aos imóveis especiais e pontos estratégicos - locais visitados mensalmente

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Imóveis especiais: grande circulação de pessoas - escolas, hotéis, shopping centers

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Pontos estratégicos: mais risco de criadouros - borracharias, oficinas, ferros-velhos, cemitérios, obras

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Nebulização - aplicação de inseticida no entorno da residência de pessoa infectada para combater o mosquito já na fase adulta, quando está transmitindo as doenças

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Armadilhas - Santos possui 481 armadilhas distribuídas por toda a Cidade, monitoradas semanalmente, que mostram o índice de infestação de mosquito no local

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Acompanhamento epidemiológico - notificação e investigação de todos os casos de doenças transmitidas pelo Aedes pela Vigilância Epidemiológica

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Atividades Educativas - atividades educativas nas ruas, escolas, palestras em empresas e instituições, pedágios em diferentes pontos da Cidade, participação em eventos, estandes temáticos e reuniões em condomínios

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Monitoramento com drones em locais de difícil acesso

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Atendimento a denúncias - feitas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 162 ou site www.santos.sp.gov.br/ouvidoria

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Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS 

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Fotos: Henrique Teixeira

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sourceCom informações da Prefeitura de Santos

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