Imagens gravadas do local mostram uma espécie de “ninho” e aranhas pelo teto; mãe denuncia que só foi transferida de quarto com a criança no dia seguinte
A autônoma Aryane Alves passou sufoco com o filho pequeno no Hospital Municipal Braz Cubas, em Mogi das Cruzes-SP, nesta semana. Ela precisou ficar num quarto em isolamento no quinto andar, por conta do estado de saúde da criança, que tratava de uma infecção grave no ouvido. Mas, para surpresa da mulher, havia aranhas no teto do quarto. Indignada com a situação, a mulher acionou uma das funcionárias da limpeza da unidade de saúde, que chegou a matar dois dos aracnídeos. Contudo, nenhuma providência foi tomada para remover o restante e uma espécie de “ninho”.
Aryane deu entrada na unidade com o filho na segunda-feira (8/7), mas foi somente no dia seguinte, quando ela gravou as cenas com as aranhas e as divulgou nas redes sociais, que ela e a criança conseguiram ser transferidas de quarto. Outros problemas na unidade também foram percebidos pela mulher.
Segundo ela, quando a denúncia dando conta das aranhas no quarto do hospital circulou pela Internet, outros funcionários foram até o quarto verificar o que estava acontecendo. Porém, nenhum falou diretamente com a mãe do paciente. Apenas compararam as imagens das redes sociais com o local:
“Ninguém deu uma satisfação, uma explicação, ou tomou uma providência, de imediato. Só ficaram olhando. E havia mais teias e aranhas na janela do quarto. Só no dia seguinte, é que fui informada sobre a mudança de leito”, confirma Aryane.
Mas, os problemas no Hospital Braz Cubas não acabaram por aí. Isso porque, a autônoma identificou que, na nova acomodação a torneira do banheiro estava vazando. Outra questão relatada por Aryane diz respeito à comida fria servida aos pacientes e o ar-condicionado ligado em baixíssima temperatura:
“Estava gelando o quarto de maneira muito forte e direcionado ao meu filho, doente, com infecção grave no ouvido”.
Todos os problemas foram levados aos enfermeiros da unidade de saúde por Aryane. Porém, ela diz que, somente quando se exaltava, alguma providência era tomada:
“Por isso, que eu sempre gravo. A gente tem que gravar situações como essa, registrar, porque, caso contrário, as pessoas não acreditam. Se eu contasse que tinha um ‘ninho’ de aranha no quarto do hospital, iam acreditar? Aquele hospital (Braz Cubas) já foi muito melhor”, lamentou.
O Hospital Braz Cubas é de gestão municipal, ou seja, a administração do equipamento de saúde é de responsabilidade da Prefeitura de Mogi.
Há poucos dias, outra denúncia quanto a um possível mau funcionamento da unidade veio à tona. Uma mulher gravou um vídeo em que mostra salas de atendimento médico fechadas. A paciente também exibiu imagens da escala dos médicos no período da noite. Em tese, quatro profissionais deveriam estar de plantão, naquele momento. Contudo, apenas dois estavam presentes, segundo a reclamante. Enquanto isso, a recepção estava lotada de pacientes à espera por consulta.




