“O DOI-CODI, era a sucursal do inferno: gente arrastada, ensanguentada, gritos ecoando noite e dia.” O relato é de Ivan Seixas, jornalista, sobrevivente da tortura e ex-coordenador da Comissão Estadual da Verdade de São Paulo. Aos 16 anos, ele foi preso e torturado junto com o pai na sede da Operação Bandeirante (Oban) – DOI-CODI de São Paulo, um dos centros mais brutais da repressão militar no país.
Mais de 50 anos depois, Seixas reforça a importância de “No Ar da Ditadura – São Paulo, 1971”, livro da socióloga e escritora Izelda Amaral, que será lançado no dia 6 de setembro, às 15h, na Livraria Martins Fontes (Vila Buarque, São Paulo).
A obra foi construída a partir de registros e anotações que a autora fez durante a própria experiência de perseguição, prisão e vigilância. O livro revela, de dentro, o cotidiano de medo, as relações humanas e a atmosfera de violência instaurada pela ditadura.
Figura central da resistência e um dos nomes mais ativos na defesa da memória histórica, Ivan reforça que a obra é essencial diante das tentativas de apagar esse período da história brasileira: “O livro de Izelda mostra essa realidade brutal sem filtros. É um alerta para que nunca mais volte a acontecer. Não é ouvir dizer. São testemunhos de quem viveu. É fundamental para que as pessoas tenham consciência de que isso aconteceu e não pode se repetir.”
Lançamento oficial
No Ar da Ditadura – São Paulo, 1971
Autora: Izelda Amaral
Editora Mireveja | 128 páginas
Livraria Martins Fontes – Rua Dr. Vila Nova, 309, Vila Buarque (ao lado do Sesc Consolação)
Dia 6 de setembro, às 15h
Já disponível na Amazon.com.br





