Sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), o trabalho contou com várias tendas para oferecer serviços de abrigos, orientação social, consultas no CadÚnico e recâmbio qualificado.

Com o apoio da Defensoria Pública, foi possível providenciar a emissão de certidões de nascimento e casamento, documentos importantes para emissão da segunda via do RG, por exemplo.
O trabalho contou com as secretarias de Cultura (Secult), Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher) e de Saúde (SMS). Para quem quisesse pegar um livro, por exemplo, tinha o estande Leia Santos. Também houve doação de roupas, lanches e até ração para os pets.

VACINAS
O Consultório na Rua disponibilizou vacinas contra a gripe. Uma carreta da Pastoral do Povo na Rua, da Diocese de Santos, garantiu o banho com ducha quente, enquanto o Salão Autoestima, da (Seds) contribuiu com cortes de cabelo na Vila Criativa (Mercado).

Entre os apoios também estavam entidades religiosas, como a Igreja Universal do Reino de Deus, que mantém um grupo dedicado à ação social, o Centro Espírita e de Caridade Luiz Monteiro de Barros e o Grupo Cáritas, ligado à Igreja Católica.
Quem trabalha com reciclagem obteve informações com a Coopercas, cooperativa de coleta seletiva de São Paulo que orienta sobre rentabilidade, manuseio e logística. E o Núcleo de Justiça Restaurativa (Projeto Multiverso Restaurativo), do Poder Judiciário, compareceu com voluntários que atuam facilitando o diálogo. “Estamos dispostos a ouvir as pessoas e suas histórias de vida por meio de um espaço seguro de presença, fala e escuta”, explicou Fabíola Barletta, que atua no serviço.
REFLEXÃO
Para o titular da Seds, Elias Júnior, a data traz para reflexão os direitos dessa população que perdeu laços familiares relacionais. “Nosso desafio na assistência é criar o diálogo e fortalecer o vínculo para que acessem os serviços da rede de apoio, como forma de reintegrá-las à sociedade”.

R.M. de 57 anos, considerou o dia especial. “Peguei roupas com direito de escolher o que eu quisesse, tomei café e vou dar um tapa no visual”.
L. G., 40, disse que toma banho diariamente de água fria com uma garrafa. “Mas hoje foi dia de banho quentinho, adorei”.
MOVIMENTO NACIONAL
A data se refere a um massacre ocorrido entre os dias 19 e 22 de agosto de 2004, que vitimou sete pessoas e deixou outras oito feridas enquanto dormiam na Praça da Sé (SP). Ela deu origem ao movimento Nacional da População de Rua, que luta por moradia, trabalho, educação, saúde e outros direitos fundamentais.
Esta iniciativa contempla o item 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades. Conheça os outros artigos dos ODS
Fotos: Francisco Arrais
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Com informações da Prefeitura de Santos



