A tuberculose é uma doença que afeta os pulmões, com sintoma característico de tosse persistente (três semanas ou mais). Febre, suor noturno, emagrecimento e falta de apetite são outros sintomas que podem aparecer, porém não ocorrem em todos os casos. Com objetivo de ampliar o olhar atento dos agentes com as pessoas que precisam de tratamento para essa condição, a ação foi realizada pela proximidade desses sevridores com a população do território em que atuam.
Michelle Karine Ferreira, 49, farmacêutica e Coordenadora de Controle de Doenças Infectocontagiosas de Santos, detalhou a facilidade dos agentes em se aproximar dos moradores da Cidade, o que não é tão comum entre os funcionários que atuam dentro das unidades de saúde. Ela destacou o serviço da saúde no Município na testagem da doença e na luta pela redução de casos.
“Santos é uma cidade que não fica passivamente esperando os casos chegarem, nós vamos atrás, fazemos a busca ativa. E o objetivo é acabar com essa cadeia de transmissão”, afirmou Michelle. A farmacêutica ainda recomendou que toda população realize o teste de tuberculose em um período de 6 em 6 meses, pois há casos onde a doença pode ser assintomática, ou seja, não apresentar sintomas. Porém, em alguns casos onde o principal sintoma não apareça — a tosse —, os pacientes podem apresentar febre, suor e emagrecimento. A doença assintomática pode ser descoberta através do exame ou por raio-x.
A enfermeira Luize Juskevisius esclareceu dúvidas durante a ação e destacou sobre a vacina BGC, conhecida por proteger da tuberculose. “Muitos pensam que é só reforçar a dose da BCG novamente, porém ela protege somente bebês de terem casos graves da doença. Ainda não há uma vacina eficaz para imunização completa da tuberculose”.
TRANSMISSÃO
A tuberculose pulmonar é a mais comum e altamente transmissível pelas gotículas expelidas na tosse, fala ou espirro da pessoa infectada. As gotículas que geram a contaminação contêm os bacilos causadores da doença – sendo o Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch) o mais comum – e podem permanecer suspensos no ar por várias horas, o que facilita a transmissão.
Por se tratar de uma doença que pode apresentar casos assintomáticos, o diagnóstico precoce da tuberculose é importante para evitar o contágio. Pessoas que possuem a bactéria no organismo de forma assintomática podem inibi-la de ser transmitida ao manter a imunidade alta e uma rotina saudável. Caso contrário, a tuberculose pode vir a apresentar sintomas e tornar-se transmissível.
A enfermeira explicou também a vergonha de muitas pessoas que têm receio de dizer que possuem tuberculose por estigmas da sociedade, porém reforçou que todo paciente recebe a lei de proteção de dados, garantindo o direito de manter sua situação em sigilo.
TRATAMENTO
O tratamento da tuberculose consiste em uma rotina diária de antibióticos que devem ser tomados sem falta, com duração de aproximadamente 6 meses. A equipe médica realiza o acompanhamento e os exames para medição dos níveis de bacilo de Koch — bactéria causadora da doença — no corpo do paciente até que cheguem a zero — não reagente.
HIV, PEP E PREP
“Muitas pessoas não conhecem a Prep e a Pep, inclusive profissionais da saúde, e é um disponibilizado de forma gratuita pelo SUS. Por isso é importante que os agentes tenham esse conhecimento, porque eles quem irão informar as pessoas sobre essa prevenção” explicou Michelle.
A coordenadora apontou que o HIV passou a ter menos visibilidade e isso culminou na falta de divulgação e ampliação das redes de informação dos medicamentos Prep e Pep, porém, que o Município ainda mantém campanhas o ano inteiro para conscientização desses métodos de prevenção.
O HIV é uma infecção sexualmente transmitida, decorrente de relações sem preservativo e/ou com pouca lubrificação, ocasionando em fissuras nas regiões íntimas e permitindo a infecção do indivíduo. Santos possui uma unidade específica para tratamento e testagem de ISTs: o Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas – CCDI (R. da Constituição, 556).
A Pep (Profilaxia Pós-exposição) é um medicamento indicado a usuários que sofreram uma possível exposição ao vírus HIV (relações sexuais desprotegidas e picadas por agulha descartada são os casos mais comuns). O usuário deve procurar o CCDI em até 72h após a exposição para iniciar o tratamento. O comprimido deve ser tomado durante 28 dias ininterruptos para garantir que o vírus não se desenvolva.
Finalizado o ciclo, o paciente deve retornar ao CCDI e realizar o exame para confirmar o estado da infecção. Em casos fora do horário de funcionamento do CCDI, o paciente deve procurar a UPA mais próxima.
A Prep (Profilaxia Pré-exposição) se trata de um medicamento utilizado antes da relação, evitando previamente a contaminação do vírus. A Prep, embora evite a infecção do HIV, não previne outras infecções sexualmente transmissíveis, então o uso de preservativos ainda é recomendado.
Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde e Bem-Estar. Conheça os outros artigos dos ODS
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Com informações da Prefeitura de Santos




